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EUA

Tribunal ratifica classificação dos voos da CIA como segredo de Estado

09 | 09 | 2010   08.21H

Com estes voos, a secreta norte-americana transportou suspeitos de terrorismo para os interrogar no estrangeiro.

A Associação Norte-americana de Defesa das Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês), que defendeu os queixosos neste processo, já anunciou que vai recorrer para o Supremo Tribunal.

O Tribunal Federal de Recurso de São Francisco, na Califórnia, que deliberou em sessão plenária, na quarta-feira, com os seus 11 juízes, assegura, na sua decisão, que o Ministério Público convenceu o tribunal de que os elementos constantes do processo “deveriam absolutamente ser protegidos pela prerrogativa do segredo de Estado”.

Na origem do processo, que começou em maio de 2007, cinco antigos presos apresentaram queixa contra Jeppesen Dataplan, uma filial da Boeing, que acusam de ter apoiado a logística de transferência de suspeitos de terrorismo para prisões fora dos EUA.

Os cinco queixosos afirmam que foram raptados, transportados para países estrangeiros e entregues a agentes da CIA, ou a governos estrangeiros, para serem torturados.

Os factos invocados desenrolaram-se sob o governo anterior, de George W. Bush, que reconheceu a existência deste tipo de transferências.

O tribunal de recurso entende que, “mesmo que tenham sido reveladas publicamente informações sobre estas operações, o papel da Jeppesen e a sua eventual responsabilidade nos voos não podem ser considerados isoladamente das partes do dossiê que são secretas e protegidas”.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
Foto: DR
Tribunal ratifica classificação dos voos da CIA como segredo de Estado | © DR
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