Empresário português recebeu documento que anula confiscação de terras
“Estou a caminho de Valência (cidade), tenho em meu poder o documento que anula completamente o decreto de resgate do meu terreno por parte do Estado”, disse.
Em declarações à Agência Lusa o empresário explicou que em casa todos estavam à sua espera.
“Já passámos uma etapa e agora temos que trabalhar, mas primeiro vou dedicar um ou dois dias a descansar (…) Já comi, uma sopinha ao meio dia e outra à noite. Sinto-me bastante melhor e amanhã vou a uma clínica, verificar os valores do açúcar e fazer exames médicos”, frisou.
Francisco Alves Félix iniciou no domingo uma greve de fome, para evitar a confiscação de uma propriedade e apelou ao Governo português que intercedesse junto dos seus homólogos venezuelanos, pedindo respeito pelos seus direitos.
Na quarta feira suspendeu a greve de fome, para se reunir, em Caracas, com o ministro venezuelano da Agricultura e Terras, Juan Carlos Loyo, que lhe prometeu revogar a medida de confiscação das propriedades.
Manifestando sentir-se debilitado pelos três dias de greve de fome, explicou que a reunião com Juan Carlos Loyo decorreu num ambiente de respeito e de diálogo “muito proveitoso”.
Declarou-se agradecido ao Governo português, nomeadamente ao cônsul geral de Portugal em Valência, António Chrystêllo Tavares, pelo apoio prestado.
Durante a greve de fome recebeu manifestações de solidariedade da comunidade lusa, da Câmara Venezuelana Portuguesa de Comércio e Turismo e da imprensa venezuelana e internacional.
Natural de Vila Franca de Xira e emigrado na Venezuela há 26 anos, Francisco Alves Félix dedica-se à atividade metalúrgica e instalações industriais.



