Escola reabre cinco meses após explosão
Segundo Virgílio Bento, vice-presidente da Câmara Municipal da Guarda e vereador com o pelouro da educação, a autarquia investiu “mais de 15 mil euros” nos trabalhos de restauro do imóvel e na aquisição de um novo sistema de aquecimento central a gasóleo, que está em fase de instalação.
Os trabalhos de reparação da escola, efetuados por funcionários da autarquia, incluíram a substituição de vidros, portas, soalho e pintura das paredes, entre outros, indicou.
“Tivemos a preocupação de requalificar a escola e esse trabalho está completo”, disse hoje Virgílio Bento à agência Lusa, indicando que na segunda feira os 15 alunos inscritos vão iniciar as atividades letivas nas instalações remodeladas.
O autarca adiantou que, após as obras e a instalação do novo sistema de aquecimento a gasóleo, a escola da aldeia da Carvalheira “irá funcionar com melhores condições do que tinha antes, ao nível do aquecimento e do espaço físico”.
O rebentamento da caldeira da salamandra a lenha ocorreu pelas 14:34 do dia 12 de Abril, no interior da sala de aula do 1.º ciclo do ensino básico, onde estavam 15 alunos e a professora, causando ferimentos ligeiros em seis crianças e na docente, bem como danos materiais na estrutura do imóvel.
No dia a seguir ao incidente os alunos retomaram as atividades letivas nas instalações do ATL, enquanto a autarquia procedeu à realização de obras no edifício escolar, que se arrastaram até à abertura do novo ano letivo.
A explosão ocorreu devido a uma “sobrepressão” do sistema de aquecimento a lenha, segundo um relatório elaborado pelos serviços técnicos da autarquia.
A situação levou a Câmara da Guarda a rever todos os sistemas idênticos que ainda estão em funcionamento em algumas escolas rurais do concelho, segundo Virgílio Bento.



