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Leonard Cohen

8000 pessoas "muito perto de deus", em mais de 3h de concerto

09 | 09 | 2010   13.12H

O espectáculo está a cargo da promotora Everything is new, cujo patrão, Álvaro Covões, a explicar a referência à natureza quase divina de Cohen: “Há artistas que estão acima do homem comum e Leonard Cohen é um deles. É uma daquelas figuras que já estão muito perto de deus, qualquer que seja o deus em que se acredite”.

O concerto no Pavilhão Atlântico é o terceiro que Cohen dá em Lisboa desde 2008 e precede o lançamento mundial, na próxima terça feira, do álbum “Songs from the road”, que, num pack de CD e DVD, reúne 12 clássicos do artista, gravados em 2008 e 2009 em palcos do Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, Israel, Alemanha e Suécia, entre outros.

Para Álvaro Covões, o carisma de Cohen deve-se ao seu desempenho de excepção enquanto “poeta e comunicador”, e também à postura de “cavalheiro gentil” que revela em palco, ao cativar plateias inteiras com os seus momentos de conversa entre canções.

“Qualquer pessoa que goste de música e poesia sai de um concerto dele com a sensação de ter visto uma das coisas mais bonitas da sua vida”, garante o promotor da Everything is new.

Leonard Norman Cohen nasceu a 21 de Setembro de 1964, tornou-se um poeta respeitado ainda antes de se dedicar à música e foi aclamado pelo público e pela crítica logo na sua estreia discográfica, com “Songs of Leonard Cohen”, em 1967.

Ao longo das décadas seguintes, afirmou-se como um dos grandes nomes da música pop internacional graças a temas como “Bird on the wire”, “I’m your man”, “Dance me to the end of love”, “Hallelujah”, “Suzanne” e “Take this waltz”.

A sua actual digressão teve início em 2008 e veio pôr fim a uma pausa de 15 anos na sua carreira de espectáculos ao vivo. Esse regresso coincidiu com a celebração dos seus 40 anos de ligação à editora Columbia Records, em parceria com a qual lançou álbuns como “Songs of love and hate” (1971), “Various Positions” (1984), “I’m Your Man” (1988) e “Ten new songs” (2011).

Ao nível da interpretação, o registo de Leonard Cohen caracteriza-se pelo seu timbre grave e pela sua entoação emotiva.

Na composição, por sua vez, distingue-se pela suavidade das suas baladas e pela densidade poética das suas letras, em que o sexo, a espiritualidade, a religião e o poder são sempre abordados na consciência de quão evasiva pode ser a resposta a questões tão determinantes para a condição humana quanto essas.

Para Álvaro Covões, tratam-se, afinal, de “temas intemporais”. “O amor, as relações entre as pessoas e a bondade são coisas que interessam a toda a gente”, observa o promotor. “Por isso é que canções destas atravessam gerações e perduram”.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
Foto: DR
8000 pessoas "muito perto de deus", em mais de 3h de concerto | © DR

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