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troço Lisboa-Poceirão

Governo desiste (para já) do TGV

17 | 09 | 2010   08.03H

actualizado às 10h00

A decisão é justificada com a “significativa e progressiva degradação da conjuntura económica e financeira” de Portugal, situação decorrente da “grave e conhecida crise financeira mundial”.

O despacho número 14505/2010, assinado a 10 de setembro, pelos ministérios das Finanças e das Obras Públicas, refere ainda que o concurso necessitaria de “uma grande parcela de financiamento privado” e do apoio da banca comercial.

“O aumento dos custos de financiamento, em virtude da conjuntura económica implicaria, à semelhança do já verificado em outros processos de concurso de concessão de obras públicas de infraestruturas de transportes, um agravamento das condições das propostas dos concorrentes para além dos limites admitidos pelas normas que regulam o procedimento concursal”, lê-se no despacho.

Razões, pelas quais o Governo determina “não adjudicar o concurso público internacional" para a concessão do projeto, construção, financiamento, manutenção e disponibilização por todo o período da concessão do troço Lisboa-Poceirão.

O despacho determina ainda que a decisão de não adjudicação deve ser comunicada aos concorrentes "no prazo de cinco dias", a contar da data da assinatura do documento hoje publicado em Diário da República.

O despacho é assinado pelo secreto de Estado do Tesouro e Finanças, Carlos Costa Pina, em nome do ministro de Estado e das Finanças, e pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça.

Foto: DR
Governo desiste (para já) do TGV | © DR

5 comentários

  • Óptimo! Espero até que desistam DEFINITIVAMENTE do TGV todo. Além de ser um gasto absurdo de dinheiro, é completamente desnecessário num país país como o nosso, com menos de 800km de comprimento.
    Patrícia Gonçalves | 17.09.2010 | 15.12Hdenunciar comentário
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  • ...FINALMENTE ! CUSTOU MAS ACONTECEU ... TUDO AO MOLHO , E FÉ EM DEUS ! PORTUGAL ENTROU NA ESFERA DA DIVINDADE ! PAGA-SE BEM POR MILAGRES ... OU ENTAO , TRATEM DE PROCURAR ALOJAMENTOS PARA OS TIPOS DO FMI ! NAO TARDA , ESTAO A ATERRAR NA PORTELA PARA TRATAREM DESTA PORCARIA . TENHO NOJO DESTES INCOMPETENTES QUE NOS (des)GOVERNAM
    ACIDO BORICO PALHETAS... | 17.09.2010 | 12.58Hdenunciar comentário
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  • e o burro sou eu(socolari), calma aí que afinal há outros , e bem colocados no governo Socrates(quero mando e posso) fazer asneirasé o seu ideal.
    revoltado | 17.09.2010 | 12.36Hdenunciar comentário
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  • Com a minha palavra de Honra, nunca pensei que o Governo de José Sócrates fosse recuar num empreendimento de estratégia ferroviária, que parece megalómana, mas não é. Os portuários de Roterdão vão beber champanhe de contentamento. Imaginem os Porta Contentores desembarcarem tudo em Sines. E não necessitarem de atravessar o Mar da Mancha, nem mesmo usar o Porto de Vigo para utilizarem o Porto mais rentável da Europa. O Porto de Sines no qual os Países Africanos em latente desenvolvimento. Tinham esperança que podendo desembarcar ali tudo que necessitassem para chegar ao centro Europeu em poucas horas. Dizem os Ingleses "Time is money". Acontece que entrámos numa estratégia Ferreira Leite de Economia doméstica. Este ano compramos a mobília da sala, para o ano se houver dinheiro compraremos os sofás. Todos sabem que o ouro está a valorizar a olhos vistos. Sendo comprado em qual quer sítio sem saber a sua proveniência, se pagou contraste e sem passarem qualquer documento da sua compra. Peso, tipo de ouro, a quem foi comprado, contrastado ou não, etc.. E dá cá a peça, levas o valor em dinheiro vivo. Até pode ser noutra qualquer moeda. O consumo aumentou e os portugueses vão para Férias. Vendem o necessário em ouro dos seus antepassados e lá vão eles. Antigamente eram terrenos. Agora é mais simples basta uma valiosa peça de ouro. Se isto está bem ou não é com quem vende. Andará alguém a fiscalizar estes negócios? O dinheiro em causa como foi obtido? Portanto se vamos entrar numa economia doméstica, se há dinheiro ou crédito faz-se, caso não haja pára tudo até que ele apareça. Vamos perdendo milhões em subsídios por incumprimento de prazos. Não investimos, mas pagamos subsídios de desemprego por falta de postos de trabalha. Falando em trabalho o que vão fazer aos quadros e restantes funcionários que trabalhavam para a Empresa que estava encarregada dos assuntos do TGV. Vão para casa até haver dinheiro para por em prática a alta velocidade até à fronteira Espanhola. Digo isto porque a linha do Norte está bem servida de transportes ferroviários. É tudo, porque em Portugal cada um impõe e puxa a brasa para a sua Sardinha. Bem-haja
    Zé Ernesto Gaia | 17.09.2010 | 11.56Hdenunciar comentário
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  • Então e o resto da linha é para fazer e ficar lá depois sem ligações?!...
    Guedes | 17.09.2010 | 11.02H
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