PUBLICIDADE
TGV

PSD espera que Governo também "deixe cair" troço Poceirão/Caia

17 | 09 | 2010   12.34H

A posição foi transmitida aos jornalistas, na Assembleia da República, pelo coordenador da bancada do PSD para as questões de obras públicas, numa declaração em que desafiou igualmente o executivo socialista a renegociar as parcerias público privadas no setor rodoviário.

José Costa reagia à decisão do Governo de anular o concurso público internacional relativo à construção da linha do Transporte de Grande Velocidade (TGV) no troço Lisboa-Poceirão, que consta de um despacho publicado hoje em Diário da República.

A decisão do Governo é justificada com a “significativa e progressiva degradação da conjuntura económica e financeira” de Portugal, situação decorrente da “grave e conhecida crise financeira mundial”.

Para Jorge Costa, “o Governo tomou finalmente uma decisão relativamente ao lanço de TGV entre Lisboa e Poceirão, em relação ao qual o PSD sempre disse que o país não tinha condições financeiras para assumir os elevados encargos”.

“O Governo chega tarde e a más horas a todo este processo, porque as condições financeiras que o país não tem para assumir este tipo de projetos não são diferentes daquelas que se verificavam em maio passado, quando o executivo socialista andou a tomar decisões sobre outros grandes projetos”, apontou o coordenador da bancada social democrata para as questões de obras públicas.

A partir de agora, segundo Jorge Costa, “o PSD espera que o Governo seja consequente, porque se não tem condições financeiras para o projeto de TGV [entre Lisboa e Poceirão], naturalmente também não tem condições para o lanço entre Caia e Poceirão”.

“O TGV é feito para unir grandes cidades e todos sabemos que Caia e Poceirão não dispõem desse estatuto”, acrescentou Jorge Costa.

O dirigente do PSD adiantou ainda esperar que o Governo “seja consequente com a renegociação de outras contratos que trazem elevados encargos ao país, nomeadamente as concessões no âmbito das parcerias público-privadas”.

“Verificamos que o Governo, cada vez que vai a Bruxelas, chega a Lisboa e toma decisões deste tipo. Não sabemos se decisões relativamente a outros lanços estão ou não dependentes de novas idas a Bruxelas, mas esperamos que o Governo seja responsável e, de uma vez por todas, tome as medidas que são urgentes, porque há falta de condições financeiras para prosseguir com estes projetos”, frisou.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE