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TGV

Autarca do Barreiro diz que decisão "peca por tardia"

17 | 09 | 2010   12.34H

“Já estava anunciado e peca por tardia. Esta era uma decisão indispensável para que se possa lançar um novo concurso, o que não podia acontecer sem o anterior ter sido anulado”, disse em declarações à Lusa.

O Governo anulou o concurso público internacional relativo à construção da linha do Transporte de Grande Velocidade (TGV) no troço Lisboa-Poceirão, que inclui a Terceira Travessia sobre o Tejo entre o Barreiro e Chelas, segundo um despacho publicado hoje em Diário da República.

Carlos Humberto referiu que esta decisão até pode ser “um passo positivo”, desde que sejam dados “os passos seguintes”.

“Se for para dar os passes seguintes, até considero positivo. O central é o que se vai fazer a seguir, é indispensável que a Terceira Travessia sobre o Tejo, com as vertentes ferroviária e rodoviária, seja construída”, afirmou.

O autarca lembrou que já foi adjudicado o troço Caia-Poceirão da Alta Velocidade e que seria “um investimento perdido e deitar dinheiro à rua” se a linha ficasse no Poceirão.

“Seria ter Alta Velocidade até ao Poceirão e depois tínhamos que ir de camelo para Lisboa. Tem que ser rapidamente aberto o novo concurso e depois cumpridas as fases seguintes”, salientou.

Carlos Humberto defendeu ainda que o “grande reverso” foi a decisão anterior do Governo e “todo o tempo que se perdeu” a anular.

“Tenho estado em contactos com a RAVE e o que me dizem é que estão a preparar o concurso e até em prazos mais curtos que os seis meses. Mais do que acreditar ou não, pois já ouvimos muita coisa que não foi cumprida, tem que se lutar para que seja feito”, afirmou.

“A Terceira Travessia sobre o Tejo, com as duas vertentes, é indispensável e inevitável. Pode atrasar ou ser adiada, o que seria péssimo para o país, a região e o Barreiro, mas é inevitável, não tenho dúvidas sobre isso”, concluiu.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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