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Buçaco

Batalha de 1710 recriada por associações napoleónicas de seis países

26 | 09 | 2010   18.17H

À recriação histórica, integrada nas comemorações do bicentenário da Batalha do Buçaco, nas portas de Sula, o local onde em 27 de setembro de 1710 se travaram confrontos decisivos no conflito entre Portugal e França, assistiram alguns milhares de pessoas. “Não fazemos folclore”, garantiu à agência Lusa, pouco antes do início da “batalha”, Faria e Silva, presidente da Associação Napoleónica Portuguesa (ANP), organizadora do evento, em cooperação e com a participação das suas congéneres de Espanha, França, Reino Unido, Bélgica e Suíça e com o apoio da câmara da Mealhada e do Estado Maior do Exército.

Do confronto, há 200 anos, entre as tropas luso-britânicas, lideradas por Wellington, e o exército francês, comandado por Massena, “há gravuras” que permitem a “reprodução fiel de vestuário e armamento” então utilizado, disse Faria e Silva. Essas gravuras e outros dados permitem que seja possível reconstituir protagonistas, materiais, equipamentos e cenários com elevado grau de fiabilidade.

Por isso, o que hoje ao final da manhã se passou no Buçaco, foram recriações de diversas situações e momentos “muito próximas daquilo que, realmente, aconteceu”, afirmou o presidente da ANP. As escaramuças, mais ou menos violentas, hoje reproduzidas deixaram, com efeito, uma imagem daquilo que se passou, designadamente, no plano militar, cujo “modelo defensivo” da batalha é considerado pelos especialistas exemplar.

Hoje, como em 1710, não houve vencedores nem vencidos, ainda que o exército francês tenha sofrido, então, cerca de 4 500 baixas (entre as quais cinco generais) e as forças aliadas perto de 1 300 mortos e feridos. Faria e Silva recorda que em 27 de setembro de 1710 ambos os lados gritaram vitória. Mas os franceses tiveram de recuar e, sobretudo, com o confronto que ali lhes foi imposto por Wellington, ficaram perturbados no seu avanço para sul, como pretendia que acontecesse, de resto, o comandante das forças luso-britânicas.

Os cerca de 65 mil homens comandados por Massena, vinham de Almeida e dirigiam-se para Lisboa, acabando por sofrer “a grande e decisiva derrota” nas Linhas de Torres.

Envolvendo diversas iniciativas, desde exposições a um congresso internacional, as celebrações da efeméride implicam um investimento inferior àquele que o município faz nas festas do carnaval da Mealhada. No entanto, sublinhou o presidente da autarquia, Carlos Cabral, só a reconstituição histórica de hoje mobilizou mais pessoas que o corso carnavalesco.

As comemorações dos 200 anos da batalha do Buçaco prosseguem segunda feira, com cerimónias militares, no mesmo local onde hoje foi reconstituído o conflito, com a presença do Presidente da República.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

3 comentários

  • Ora bem.
    Se o Napoleão chegou ao poder em 1799, e as guerras napoleónicas foram em 1710, ou eu estou "zarolho", ou alguém está confuso com o "centenário da República" (que por acaso também termina em 10) . . . !
    alexandre barreira | 27.09.2010 | 07.34Hdenunciar comentário
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  • Ó pessoal do DESTAK, é 27 de Setembro de 1810 e não 1710 como aqui referido. Os cursos de jornalismo em Portugal andam pela hora da morte.
    Arthur Wellesley | 26.09.2010 | 19.36Hdenunciar comentário
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  • 1710? 1810
    carlos jardim | 26.09.2010 | 19.09Hdenunciar comentário
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