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OE2011

PCP rejeita medidas "de ofensiva brutal" que "nada vão resolver"

29 | 09 | 2010   21.26H

“Trata-se de uma brutal ofensiva contra os rendimentos do trabalho, tanto na parte da receita como particularmente na parte da despesa. Vai levar à desvalorização dos salários, a mais desemprego”, disse Jerónimo de Sousa, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.

Para Jerónimo de Sousa, o corte nos salários da função pública, nos apoios sociais e o aumento do IVA, com o consequente aumento generalizado dos preços, são medidas que “não vão resolver nenhum dos grandes problemas nacionais” e vão contribuir para aumentar o desemprego.

O secretário geral comunista defendeu que as medidas de austeridade, quer para 2010, quer as anunciadas para o Orçamento do Estado para 2011, deverão ter "uma resposta" por parte dos trabalhadores.

“Isto não vai resolver nenhum dos grandes problemas nacionais. Os cortes no investimento, a redução de salários, o aumento do custo de vida vai ter consequências dramáticas na nossa economia e no desemprego que vai continuar a aumentar”, disse.

Jerónimo de Sousa recusou o argumento do primeiro ministro de que as medidas visam defender o interesse nacional e considerou “inaceitável” que José Sócrates fale em “irresponsabilidade política” por parte da oposição.

“Irresponsabilidade é aquilo que está a ser feito. Procuram criar mais sacrifícios que não resolvem os problemas nacionais apenas para esse sorvedouro insaciável que são os mercados financeiros e não se responde ao fundamental, a necessidade de mais criar mais riqueza, mais investimento”, declarou.

Questionado sobre a eventualidade de uma crise política no caso de o Orçamento do Estado para 2011 ser rejeitado, o secretário geral comunista afirmou que “mais do que uma crise política, os portugueses devem estar preocupados com a crise económica e social”.

“Os partidos da direita acabarão por se entender”, disse.

O Conselho de Ministros aprovou hoje medidas de aumento dos impostos para 2011(como o aumento do IVA de 21 para 23 por cento) e de redução da despesa (como o corte dos salários da administração pública em cinco por cento).

Destak/Lusa | destak@destak.pt

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