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OE2011

CDS-PP diz que Governo falhou e questiona manutenção do TGV

29 | 09 | 2010   22.25H

Em declarações aos jornalistas no Parlamento, Cecília Meireles defendeu que o Governo “deve assumir a responsabilidade de ter falhado”, frisando que os anúncios feitos hoje pelo primeiro ministro “são a prova disso mesmo” e de que “estava errado” o caminho seguido “no PEC [Programa de Estabilidade e Crescimento] I e no PEC II”.

Numa “análise preliminar” às medidas de austeridade anunciadas pelo primeiro ministro, José Sócrates, Cecília Meireles assinalou como “surpreendente” que o Governo tenha decidido manter o TGV, a terceira travessia do Tejo e o novo aeroporto.

“Quando se fala em suspensão do investimento público é surpreendente que agora neste novo Orçamento, todas estas medidas sejam compagináveis com a manutenção do TGV, da terceira travessia e do novo aeroporto, e isso é importante que seja realçado”, defendeu.

Outro elemento de “surpresa” para o CDS-PP, disse, é “o facto de nada ter sido dito quanto ao endividamento”.

Questionada pelos jornalistas sobre se o CDS-PP está disponível para negociar no Parlamento a aprovação das medidas de austeridade e do OE para 2011, Cecília Meireles recusou dar uma resposta positiva ou negativa.

“Não vou definir sentidos de voto sobre um documento de que só conheço 10 ou 15 minutos de conferência de imprensa. Isso não seria uma atitude responsável. Isto é uma análise preliminar”, disse.

A deputada realçou ainda que “há claramente muitas falhas que se continuam a verificar”, considerando que “são muito vagas” as medidas que visam o corte nos consumos intermédios do Estado.

“Tal como no anterior PEC, este Orçamento é muito concreto naquilo que vai tirar, naquilo que é o aumento de impostos e redução do poder de compra, e muito vago em dizer o que vai retirar no consumo intermédio do Estado nos institutos públicos, nas empresas públicas. Essas coisas são todas muito vagas e têm que ser bem concretizadas”, advertiu.

Cecília Meireles defendeu que o Orçamento do Estado para 2011 “não pode ser um fim em si mesmo”, considerando que o país pode “ficar numa situação difícil em que um aumento de impostos não corresponde ao aumento da receita”.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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