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Medidas de austeridade são "fundamentais" - Vieira da Silva

30 | 09 | 2010   11.41H

“Julgo que é indiscutível para a maioria dos economistas, que a médio e longo prazo, estas medidas terão um feito positivo”, declarou o governante, dizendo ter “a esperança” de que o aumento do IVA e o corte dos salários na Função Pública possam “gerar dinâmica na procura externa”.

As declarações de Vieira da Silva foram proferidas à margem de uma conferência internacional que hoje está a decorrer num hotel em Lisboa, dedicado ao tema “Global Clean Energy Forum”.

No final da sua intervenção, que marcou o início da conferência, Vieira da Silva abordou as medidas de austeridade anunciadas na quarta feira pelo Governo para reduzir a despesa pública, entre as quais se inclui a subida do IVA de 21 para 23 por cento e os cortes de 5 por cento na massa salarial da Função Pública.

“As metas que o Governo tem apontado para o crescimento económicos são muito prudentes, não fizemos estimativas baseadas na vontade, mas no realismo”, afirmou o governante, justificando assim a convicção de que as previsões de crescimento económico serão concretizadas.

Sobre a contestação que as medidas anunciadas pelo Governo estão já a gerar entre os funcionários públicos e os sindicatos, Vieira da Silva declarou: “a contestação é algo que faz parte da vivência do regime democrático. Ao governo compete fazer o seu trabalho, que é tomar as medidas e chamar a tenção dos portugueses para os riscos que Portugal correria se não as tomasse”.

Antes, no início da conferência, o ministro da Economia destacou a necessidade de se investir nas energias alternativas, considerando tratar-se de “um desafio global.

À escala nacional, Vieira da Silva explicou que a aposta de Portugal são as energias limpas, assim como a valorização da energia eólica e o investimento em outras fontes energéticas.

Já no final, Vieira da Silva anunciou que, em breve, Portugal terá uma rede nacional de carregamento de veículos elétricos, com mais de 1300 postos espalhados pelo país.

“Os tempos recentes e a crise económica e financeira mundial demonstraram que não há nada tão certo como a mudança (…). Temos, por isso, de promover reformas estruturais de médio e longo prazo”, concluiu o governante.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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