Ramos Horta: “dói o coração ver o sofrimento dos portugueses”
“Faz-nos doer o coração, porque é um povo que sentimos muito perto”, afirmou o chefe de Estado de Timor-Leste.
Ramos-Horta sublinhou, no entanto, que esta crise afecta muitos países em todo o mundo, lembrando os Estados Unidos, “uma super-potência, que têm milhões de cidadãos em extrema pobreza”.
“Até que haja forte recuperação económica americana e japonesa será difícil a Portugal recuperar”, considerou.
Ramos-Horta falava hoje em Paredes no final da homenagem do município local que atribuiu ao presidente timorense o mais alto galardão da cidade.
O município de Paredes e empresários locais investiram há dois anos numa carpintaria que está a funcionar, segundo Ramos-Horta, “com muito sucesso” na diocese de Baucau.
No discurso oficial, o presidente de Timor-Leste tinha sublinhado que o seu país apresenta neste momento um excedente de cerca de seis biliões de dólares decorrente da venda de petróleo.
Questionado pela Lusa quanto ao contraste de Timor-Leste ter um excedente tão elevado e Portugal enfrentar problemas de défice público, Ramos-Horta desvalorizou a situação, lembrando que os seis biliões de dólares do seu país “não chegam sequer ao orçamento de uma província portuguesa”.
“Para nós é enorme, mas para Portugal não. Veja só o valor real da Caixa Geral de Depósitos que é mais de 100 biliões de dólares. São economias totalmente diferentes em dimensão”, observou.





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