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PT diz que decisão é baseada em estudos científicos

06 | 10 | 2010   21.38H

O Instituto Civil da Autodisciplina da Comunicação Comercial (ICAP) decidiu suspender a campanha da PT, denominada "Experiência Meo Zapping", após queixa da ZON, acusando a empresa de violar os códigos da Publicidade e de Conduta do ICAP.

Em declarações à agência Lusa, fonte oficial da PT afirma reiterar "sempre o seu comportamento pelo integral cumprimento da lei", mas que o atual anúncio "não é uma campanha de publicidade comparativa, pois não se identifica um concorrente, nem serviços oferecidos por um concorrente".

A mesma fonte diz ainda que, "de qualquer forma, a publicidade comparativa é permitida em Portugal desde que as afirmações contidas na campanha sejam verídicas e comprováveis" e que a PT pode comprová-lo através de "um estudo científico realizado pela Universidade de Aveiro que evidencia, inequivocamente, que as funcionalidades demonstradas na campanha (nomeadamente o 'zapping') são verídicas".

Para a PT, que detém a marca Meo, "o referido estudo comprova que o 'zapping' do MEO é até seis vezes mais rápido que o 'zapping' da ZON", reiterando assim que o Meo é mais rápido que as outras operadoras.

Segundo a fonte da operadora da PT, o referido relatório "descreve o processo de medição, e respectivos resultados, respeitante à aferição do intervalo de tempo que medeia entre a comutação de canais de televisão em duas plataformas comerciais de distribuição de televisão: MEO IPTV e ZON por Cabo".

A PT observa ainda que o processo de medição "foi realizado por uma equipa de Professores da Universidade de Aveiro, composta pelo Professor Doutor Jorge Ferraz de Abreu e pelo Mestre Telmo Silva," e ocorreu na sequência de uma solicitação efectuada pela PT, "com vista a efectuar todos os testes e medições do tempo efectivo de mudança de canal de cada uma das soluções em análise".

Apesar dos argumentos da PT, o Júri de Ética do ICAP deliberou que a campanha que encontra-se "desconforme" com os códigos da Publicidade e de Conduta do ICAP, "pelo que a sua divulgação deverá cessar de imediato e não deverá ser reposta - quer na sua totalidade, quer em termos parciais - caso se mantenham os tipos de ilícito apurado pelo Júri de Ética".

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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