Novo disco de Mafalda Arnauth

O fado que virou fada

08 | 10 | 2010   16.40H

Este título é um trocadilho com fados ou remete só para o universo feminino?

Acaba por ser um trocadilho, mas o principal é o realce às almas fadistas e à ideia de magia que imprimem na minha vida, com as histórias e as músicas, que fizeram parte do meu crescimento enquanto pessoa e artista. Tenho vindo a compor discos de originais e finalmente revelo onde me fui inspirar há muitos anos.

É quase uma biografia contada através dos fados?

É revelar a história que há por detrás de cada um. É sempre actual, sabe-me bem e não me leva para um saudosismo excessivo. É um regresso à nossa herança. E tinha saudades de cantar estas coisas.

Foi a Mafalda que os escolheu?

A 1.ª grande selecção foi sugerida por Hélder Moutinho, e pelo próprio Luís Pontes, que faz a maior parte dos arranjos. Mas os temas que gravámos e ficaram acabaram por se impor por si próprios.

Houve temas que escolheu por eles próprios e outros pelas fadistas que os cantavam?

Escolhi uns pelo tema em si e outros pela fadista. Acho que o caso mais declarado que escolhi pela mulher foi o tema da Celeste Rodrigues, Vira da Minha Rua. A Celeste tem uma forma gentil de cantar e de estar. É uma verdadeira fada, pequenina e flutua nas palavras e nos espaços e torna-se muito grande. E alegria daquele tema era absolutamente contagiante.

Quais são as mulheres deste disco que a marcaram mais?

Quando falamos de mulheres trata-se de Amália Rodrigues, Hermínia Silva, Fernanda Baptista, Celeste Rodrigues e Beatriz da Conceição. Agora, quando entramos no universo das almas não posso ignorar os músicos que entraram neste disco, que fizeram um trabalho excepcional, o Tiago Torres da Silva que compôs um dos melhores originais de sempre para mim (E Se Não For Fado) e o Francis Hime que é um privilégio ter como compositor de uma das músicas. Também há duas almas que são Eladia Blásquez e Astor Piazolla, em Invierno Porteño. Parecendo um corpo estranho num disco destes, há qualquer coisa de fado na raíz do tango. Gosto de ir descobrir esses fados escondidos.

Filipa Estrela | festrela@destak.pt
Foto: DR
O fado que virou fada | © DR

4 comentários

  • Francamente também não consigo compreender . . . !
    Ora bem !
    Se um fado virar fada, teremos um "fandango", de certeza . . . !
    alexandre barreira | 10.10.2010 | 11.22Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • que comentário absurdo!
    a mafalda é das pessoas que mais gosto de ouvir falar pois sabe escolher e articular muito bem as palavras.
    Bruno Magina | 09.10.2010 | 11.47Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • És muito burro , ZÉ LUIS
    não é verdade Zéi | 08.10.2010 | 21.12H
  • fadista da treta. esta gaja não passa de uma ignorante que nem sabe escrever uma frase em português correcto. se eu escrevesse a frase "O fado que virou fada" numa aula de português era razão para chumbo. mas para publicar já não há problema. incompetentes e ignorantes.
    zé luis | 08.10.2010 | 18.17H
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