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Relatório da Transparência Internacional

Somália, Birmânia e Afeganistão são os países mais corruptos do mundo

26 | 10 | 2010   09.24H

No documento, intitulado “Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2010”, aquela organização determinou que a pontuação do ranking varia de 10 (livre de corrupção) a zero (altamente corrupto).

O IPC é um indicador agregado, que combina diferentes fontes de informação sobre a corrupção, tornando-se possível fazer comparações entre países.

Os resultados de 2010 são provenientes de pesquisas e avaliações publicadas entre Janeiro de 2009 e Setembro de 2010.

O documento avaliou o grau de corrupção no setor público em 178 países do mundo.

A Somália teve apenas 1.1 pontos na tabela da TI, Birmânia e Afeganistão obtiveram 1.4 pontos, e o Iraque 1.5 pontos no ranking da organização.

Os países com melhor posição na tabela são: Dinamarca, Nova Zelândia e Singapura (todos com 9.3 pontos), seguidos da Finlândia e Suécia, que obtiveram 9.2 no ranking da Transparência Internacional.

Segundo os critérios estabelecidos pela organização, é possível haver uma melhoria na tabela, entre 2009 e 2010, do Butão, Chile, Equador, Macedónia, Gâmbia, Haiti, Jamaica, Kuwait e Qatar.

Da mesma forma, houve um declínio no ranking (entre 2009 e 2010) da República Checa, Grécia, Hungria, Itália, Madagáscar, Níger e Estados Unidos.

Segundo o relatório, “apesar das enormes somas injetadas por diversos governos para fazer face aos problemas mundiais mais prementes, como a instabilidade dos mercados financeiros, as alterações climáticas e a pobreza, a corrupção continua a ser um obstáculo ao alcance dos avanços necessários nestas áreas.”

O documento indica que, para fazer face a estes desafios, “os governos precisam integrar medidas anti-corrupção em todas as esferas.”

Quase 75 por cento dos 178 países analisados têm uma pontuação na tabela abaixo de cinco, o que indica um problema grave de corrupção, mostra o relatório, sublinhando que todos necessitam de melhorar os seus mecanismos de boa governação.

A avaliação da Transparência Internacional “a 36 países industrializados que integram a Convenção Anti Suborno da OCDE, revelou que mais de 20 países apresentam níveis mínimos ou nulos de implementação das regras, transmitindo uma mensagem errónea acerca do seu compromisso com a luta contra as práticas corruptas.”

O documento refere que os “fluxos internacionais de corrupção são ainda consideráveis, e a corrupção continua a assolar os estados recentemente criados, frustrando os seus esforços para construir e fortalecer as suas instituições, proteger os direitos humanos e melhorar os meios de subsistência.”

“A mensagem é clara: por todo o mundo, a transparência e a prestação de contas são condições cruciais para restabelecer a confiança e inverter o flagelo da corrupção. A sua ausência diminui o impacto das políticas públicas na busca por soluções para os diversos problemas nacionais”, lê-se ainda no documento.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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