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Manuela Ferreira Leite (PSD)

«Quem manda é quem paga e nós não mandamos nada»

03 | 11 | 2010   13.45H

"Se queremos ser economicamente independentes, então temos de nos conter dentro dos limites do que podemos pagar", defendeu.

Esta afirmação, feita no segundo dia de debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2011, no Parlamento, foi questionada pelo deputado do PCP Honório Novo.

"Quem paga é quem manda. É aquilo que o senhor deputado faz lá em casa aos seus filhos", respondeu-lhe Manuela Ferreira Leite, acrescentando: "Ó senhor deputado, se não faz, devia fazer, porque era um bom sistema de educação".

Durante a sua intervenção no debate do Orçamento para 2011, a ex-presidente do PSD insistiu que é preciso "falar verdade" aos portugueses sobre a situação do país: "Que não se criem ilusões, porque nada pior do que expectativas frustradas que alimentam a revolta".

"Nós estamos em rutura financeira e quem o encobrir não está a falar verdade aos portugueses", reforçou, depois de lhe terem sido feitos dois pedidos de esclarecimento, pelo Bloco de Esquerda (BE) e pelo PCP.

Estes dois partidos, através dos deputados do BE Francisco Louçã e do PCP Honório Novo, contestaram que seja inevitável seguir o caminho proposto pelo Governo no Orçamento para 2011 para evitar que Portugal entre "em rutura financeira", como argumentou Ferreira Leite.

"Vamos imaginar que o senhor deputado Francisco Louçã era eleito e ia ser primeiro ministro", sugeriu, então, a ex-presidente do PSD, alegando que o líder do BE teria de escolher entre um Orçamento "algo recessivo" ou "a bancarrota" do país.

"E, portanto, senhor deputado, não queremos imaginar o senhor deputado a primeiro-ministro", concluiu Ferreira Leite.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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