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Justiça

Magistrados do Ministério Público aprovaram adesão à greve geral

06 | 11 | 2010   19.57H

“Há uma necessidade de expressar a revolta dos magistrados do Ministério Público”, declarou aos jornalistas o presidente do SMMP, João Palma.

O dirigente realçou que a adesão à paralisação nacional decretada pelas duas centrais sindicais, CGTP e UGT, visa também contestar “uma política financeira irresponsável”.

Uma política que, segundo João Palma, levou aos “sacrifícios agora pedidos” pelo Governo na sequência dos cortes nas despesas públicas previstos no Orçamento de Estado para 2011, já aprovado no Parlamento na generalidade, os quais afetam em especial os trabalhadores do Estado.

O dirigente disse que a adesão à greve geral obteve uma “votação maciça” favorável na assembleia geral, em que participaram cerca de 250 associados de todo o país, tendo havido cinco votos contra a proposta da direção e uma abstenção.

“Existe, por outro lado, um grande sentido de solidariedade com todas as pessoas que trabalham por contra de outrem neste país e que estão a ver, sobretudo ao nível da Administração Pública, os seus salários serem abruptamente reduzidos em função da lei do Orçamento de Estado”, salientou.

O presidente do SMMP sublinhou que os magistrados “aderem à greve geral de 24 de novembro sem qualquer reserva”.

“Mais do que um direito de adesão à greve, é de um dever de cidadania que se trata”, acrescentou.

Segundo João Palma, a adesão à paralisação decretada pelas duas centrais sindicais visa “demonstrar aos decisores políticos deste país que os magistrados do Ministério Público, tal como outras grandes camadas da população portuguesa, não estão mais disponíveis para aceitar o esbanjamento dos recursos públicos e das finanças públicas”.

João Palma realçou que se verifica, com o Orçamento de Estado para 2011, uma “alteração do paradigma ou da ideia democrática da relação de trabalho que existe nas democracias modernas”.

“Estes cortes constituem uma verdadeira alteração deste paradigma”, com o Estado “a diminuir os vencimentos de uma forma unilateral”.

Cabe, pelo contrário, ao Estado “dar o primeiro exemplo de seriedade, de segurança e confiança”, o que “neste momento está a falhar por parte do Estado”, acusou.

João Palma criticou o que considera “uma gestão perfeitamente danosa dos dinheiros públicos”, bem como “a falta de critério e rigor, às vezes também de honestidade que existe na sua gestão”.

O presidente do SMMP reiterou que os magistrados do Ministério Público “vão impugnar a lei do Orçamento de Estado depois de entrar em vigor, se entrar em vigor”.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
Foto: DR
Magistrados do Ministério Público aprovaram adesão à greve geral | © DR

6 comentários

  • magistrado (latim magistratrus, -us) MAGISTRADO:s. m.Cidadão revestido de autoridade superior judicial ou civil. ~~~~~~
    magistrado (latim magistratrus, -us) ~~~~~~~~~~~ JUIZ.....juiz (latim judex, -icis) s. m.1. Magistrado que administra justiça.
    2. Pessoa que julga. = julgador
    3. Árbitro.
    4. Presidente (de irmandade, confraria, festa, torneio, etc.).
    5. Nome dos magistrados que governaram os Judeus antes da monarquia.
    juiz de Direito: magistrado que julga em cada comarca, segundo a prova dos autos.
    Ant. juiz de fora: juiz de Direito.
    juiz de instrução criminal: o que prepara os processos-crime para entregar os réus ao poder judicial.
    Desp. juiz de linha: indivíduo que, nos jogos de futebol, deve acenar com uma bandeira pequena ao árbitro principal em caso de saída de campo da bola, fora-de-jogo, falta, etc.
    juiz de paz: cidadão que preside a juízos conciliadores, a arrolamentos, etc.
    juiz presidente: magistrado que preside um colectivo!coletivo de juízes.
    Feminino: juíza. Plural: juízes. Ver também dúvida linguística: juiz / juíza. ------Assim é que é...
    4ª. Classe Salazarista | 07.11.2010 | 13.36Hdenunciar comentário
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  • ARRUDA; magistrado (latim magistratrus, -us) s. m.Cidadão revestido de autoridade superior judicial ou civil.
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
    magistrado (latim magistratrus, -us) s. m.Cidadão revestido de autoridade superior judicial ou civil.
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ PRIBERAM - Diconários...
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~Eix III...~
    4ª. Classe Salazarista | 07.11.2010 | 13.30Hdenunciar comentário
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  • É verdade meu caro MANUEL ARRUDA !
    A "rainha de inglaterra" diria o mesmo . . . !
    alexandre barreira | 07.11.2010 | 08.06Hdenunciar comentário
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  • Indignado,os magistrados do Ministério Público NÃO SÃO JUÍZES. Os juízes não aderiram à greve geral.
    Manuel Arruda | 06.11.2010 | 23.54Hdenunciar comentário
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  • Bem, por este andar, qualquer dia até o PR faz greve . . . !
    alexandre barreira | 06.11.2010 | 22.33Hdenunciar comentário
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  • Eu, pergunto os juizes não são titulares de orgãos de soberania? Se são e fazem greve, então Portugal tem como classe dirigente a pior escória da sociedade, não é admissivel que orgãos de soberania façam greve. Este país está podre, as classes dirigentes são a vergonha de Portugal.
    INDIGNADO | 06.11.2010 | 20.17Hver comentário denunciado
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