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Páginas Amarelas

Comissão parlamentar pede esclarecimentos ao Governo sobre despedimento colectivo

11 | 11 | 2010   20.26H

A decisão foi tomada na reunião com os trabalhadores da Páginas Amarelas, que está a decorrer na Assembleia da Republica, e foi comunicada por Jorge Machado, do PCP.

O deputado comunista, que se ausentou da reunião para se juntar à concentração dos trabalhadores da Páginas Amarelas que protestam junto à Assembleia da Republica, disse à agência Lusa que “todos os partidos da comissão parlamentar assinaram o pedido formal de pedido esclarecimento ao Governo sobre estes despedimentos”.

Em declarações à Lusa, Helena Oliveira, representante da comissão de trabalhadores da empresa, explicou que as reuniões que aconteceram com o BE, o PCP e o CDS-PP “correram muito bem” e que todos se comprometeram a apelar ao Governo no sentido de “rever” o despedimento colectivo.

O PSD não se reuniu com os representantes da comissão de trabalhadores das Páginas Amarelas, porque disse “que já não tinha agenda”, explicou Helena Oliveira.

“Todos sabemos que a PT [Portugal Telecom] é uma empresa com muitos lucros e as empresas do grupo PT, como é o caso da Páginas Amarelas, não usam este mecanismo do despedimento colectivo”, sustentou.

Ana Furtado, também representante da comissão de trabalhadores, acrescentou que a Páginas Amarelas "tem dois acionistas - a PT, com 25 por cento, e o grupo Truvo, com 75 por cento -, mas, apesar de ter a minoria do capital, a PT tem direito de veto”, pelo que "as decisões têm de ser tomadas por consenso”.

Segundo explicou Manuel Bastos, outro representante dos trabalhadores presente no Parlamento, os trabalhadores e a administração estão “em fase de negociações" e agendaram para sexta feira uma reunião onde estará presente um representante do Ministério do Trabalho, que poderá acrescentar algo sobre a “legalidade” dos despedimentos.

Cerca de duas centenas de trabalhadores da Páginas Amarelas concentram-se esta tarde junto à Assembleia da República, em Lisboa, no protesto contra o despedimento colectivo de 70 dos 420 funcionários, justificado pela administração da empresa como medida para fazer face à diminuição de receitas, decisão que mereceu o voto contra da Portugal Telecom.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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