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Estudo

Só as agências de viagens que acrescentem 'valor' vão sobreviver

01 | 12 | 2010   21.35H

"A globalização dos mercados trouxe muitas oportunidades de negócio e contribuiu para a redução da sazonalidade, mas também acarretou o excesso de oferta, o que aliado à falta de estratégia e visão do negócio a longo prazo e à concorrência muitas vezes desleal levam a uma diminuição da qualidade do serviço oferecido: tendência para vender pelo preço e não pelo valor", pode ler-se nas conclusões do estudo apresentado no XXXVI Congresso nacional da Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT).

De acordo com o mesmo, se as empresas querem sobreviver, o seu futuro passa exatamente pelo contrário.

A estratégia é "oferecer ao cliente um serviço personalizado, inovador, com qualidade e valor acrescentado", fazendo ao mesmo tempo um "reforço na promoção através de novos media (blogues e redes sociais)".

Para o cliente, "mais importante do que poupar dinheiro, é poupar tempo e trabalho (‘value for time and Money’)”, sublinham. Seguindo esta premissa, os intermediários captarão utilizadores se lhes oferecerem valor acrescentado, o que por seu lado leva também a uma "necessidade crescente de formação e informação".

Mas não só. Passar a oferecer o que denominam de 'The Total Travel Expecience (TTE)' implica "uma alteração do modelo de negócio das agências de viagens.

Assim, Victor Sevilhano, o responsável pelo estudo que é um projeto da APAVT, apresentou a fórmula vencedora para o futuro das agências de viagens, baseado no conceito 'Value for Time and Money': soluções de oferta personalizadas (desporto, radical, praia, natureza, caminhadas…) antes, durante e após a viagem; Oferta diferente – inovadora, sofisticada, autêntica, que proporcione novas experiências; Rapidez, eficiência, consultoria e segurança.

E ainda, a necessidade de existirem empresas com marca e promoção fortes, o conseguir fidelizar os clientes, que por sua vez trarão novos clientes e um forte investimento em tecnologia, sistema de informação e recursos humanos.

"A agência de viagens do futuro vai ser a AAVV 2.0, (...) com capacidade de alterar a cadeia de valor de acordo com a procura do mercado", referem.

Uma empresa 2.o significará que "o cliente é responsável pela conceção do produto e a agência pela sua produção. O cliente é 'adprosumer' (o cliente promove, produz e é consumidor ao mesmo tempo, já que o nosso fã é o nosso melhor vendedor)".

Em suma, "o sector vai auto-regular-se e profissionalizar-se, isto é, sobreviverá quem acrescentar valor", sublinham.

O XXXVI Congresso nacional da APAVT, que tem decorrido no Centro de Congressos do Funchal (Madeira) desde o passado dia 27 de Novembro, sob o lema 'Turismo: Liderança na recuperação', termina hoje.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
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