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Comissão de acompanhamento vai analisar retirada em algumas vias e instalação noutras

26 | 02 | 2008   16.50H

As recomendações constam de um documento que Fernando Penim Redondo - promotor da petição que defende o aumento da velocidade máxima permitida pelos radares de 50 para 80 quilómetros/hora (km/h), que reuniu mais de 10 mil assinaturas - fez chegar segunda-feira à Câmara de Lisboa.

O responsável integra a comissão de acompanhamento criada para analisar os 21 radares instalados no ano passado em algumas vias da capital, cujos elementos deverão apresentar até quinta-feira os seus pareceres sobre eventuais alterações à distribuição actual dos equipamentos de controlo de velocidade.

No documento, a que a agência Lusa teve acesso, Penim Redondo propõe novas soluções e comenta as propostas da direcção municipal de Protecção Civil, Segurança e Tráfego.

O promotor da petição afirma concordar com a proposta da direcção municipal de retirada do equipamento na Avenida Marechal Spínola e na Avenida de Ceuta.

Por outro lado, se a sugestão de introdução de um radar na Avenida Gulbenkian - no sentido descendente - tem a concordância de Penim Redondo, já a proposta da direcção municipal de introdução de radares no Eixo Norte-Sul, não é considerada útil.

A retirada de radares é proposta na Avenida Marechal Spínola e à entrada do Túnel do Marquês na Avenida Fontes Pereira de Melo, por considerar que estes equipamentos são inúteis em «descidas pronunciadas», só servindo para «entupir o sistema de multas sem qualquer justificação».

Os radares no túnel da Avenida João XXI deveriam passar para a Avenida 24 de Julho, «onde o atravessamento é caótico» e ocorreram «43 atropelamentos» entre 2003 e 2206.

Solução semelhante é proposta para a Avenida Almirante Gago Coutinho pelo promotor da petição, que preferia ver os radares na Avenida Almirante Reis, onde nos mesmos anos aconteceram 27 atropelamentos.

Na Radial de Benfica, a recomendação passa pela retirada do equipamento que controla as faixas de saída da cidade (igualmente proposta pela direcção municipal), mantendo apenas o controlo nas faixas de entrada «para facilitar a transição entre a auto-estrada e a malha urbana».

Infante D. Henrique merece outros limites

Na sua proposta, Penim Redondo alerta que a Avenida Infante D. Henrique é uma via que «apresenta níveis de risco muito diferentes ao longo do seu trajecto», pelo que propõe tratamentos diferentes nos seus troços: a instalação de dois radares - também defendida pela direcção municipal - na zona entre a Praça do Comércio e Santa Apolónia; o aumento do limite para 80 km/h ou a sua deslocação para o troço anterior dos radares em funcionamento na zona entre Santa Apolónia e a Praça 25 de Abril - por aqui ser impossível o atravessamento de peões; e a imposição de um limite igual ou superior a 80 km/h até à Praça José Queiroz, por ter «perfil e intensidade de via rápida».

Nas avenidas Brasília e da Índia, Penim Redondo sugere o aumento para 80 km/h, por também aqui ser impossível o atravessamento, e concorda, nesta última, com a proposta de rotação do radar para controlar o tráfego que entra na cidade em vez do que sai.

Na Segunda Circular, o membro da comissão afirma concordar com a manutenção dos radares e propõe a instalações de dois novos.

Na sua proposta, o responsável critica uma sugestão do Automóvel Clube de Portugal (ACP) - outro elemento da comissão - de colocar «falsos radares» em algumas vias, «sob o pretexto de obter o mesmo efeito dissuasor com custos menores».

Com Lusa

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