Absolvido de manhã por condução ilegal, julgado à tarde pelo mesmo crime
“Saiu do tribunal, chamou um táxi mas, pelos vistos, tinha o carro estacionado numa rua. Foi apanhado a conduzir à saída da cidade, identificado e presente a tribunal, outra vez”, disse hoje à agência Lusa fonte da PSP.
Já de acordo com fonte judicial o arguido, residente em Setúbal, estava acusado de condução ilegal por ausência de carta de condução, processo que remontava a 2007 e do qual foi hoje absolvido.
“Alegou sempre que o carro era conduzido pelo cunhado”, acrescentou a fonte.
Após sair do tribunal, à saída da cidade, foi novamente detetado a conduzir por agentes da PSP.
“Não tinha carta e o carro não tinha seguro nem inspecção e constava para apreender”, disse fonte policial.
Em julgamento sumário que decorreu ao final da tarde de hoje, o homem, desempregado e que tem dificuldades de locomoção, deslocando-se em cadeira de rodas, confessou “integralmente e sem reservas” os factos de que é acusado, disse a juíza.
“Vim [a conduzir] para não faltar ao julgamento. Não tenho dinheiro e no papel estava a dizer que tinha de pagar 150 euros se faltasse”, afirmou o arguido.
Disse ter comprado o carro, usado, “em 2002 ou 2004” e que a viatura foi adaptada “por um mecânico amigo” à condução por deficiente motor, em outubro de 2010.
A leitura da sentença foi agendada para 20 de janeiro.




1 comentário
É só miséria . . . !
E os nossos "ilustres" batem palmas e "assobiam" para o lado . . . !
E é mais fácil condená-lo . . . !