Mais de metade das empresas lusas reconhece a inovação como prioritária para sair da crise
“Cerca de 59 por cento das empresas portuguesas admitiu que a inovação é a prioridade estratégica para sair da crise e 64 por cento respondeu que aumentou os esforços de Investigação e Desenvolvimento (I&D) para se manter competitiva”, indica o Barómetro do grupo de consultoria da área operacional francês.
O Barómetro foi elaborado a partir de um inquérito realizado junto de cerca de 900 empresas em Portugal, Espanha, França, Alemanha e no Reino Unido.
O indicador mede o impacto dos instrumentos de financiamento da inovação nas empresas nos últimos três anos e as perspetivas futuras nesta matéria.
O gestor de inovação do grupo de consultoria Alma, Nuno Nazaré, disse à agência Lusa que as empresas consideram que “a Inovação [quer seja ao nível do produto, do processo ou do mercado] acaba por ser central na sua estratégia para saírem da atual crise económica”.
O especialista referiu ainda que a importância atribuída pelas empresas portuguesas à inovação, a qual pode ser aferida pelo Barómetro, “é uma tendência que se iniciou em Portugal nos últimos anos”.
Entre as principais conclusões relativas a Portugal, destaca-se a importância estratégica que as actividades de Investigação e Desenvolvimento (I&D) representam para as empresas portuguesas.
“Em Portugal, o peso da I&D desenvolvido pelo setor privado já ultrapassou o peso do setor público, o que denota o reforço da aposta estratégica das empresas nesta área de actividade”, assinalou à Lusa o gestor.
Cerca de 62 por cento das empresas portuguesas inquiridas no Barómetro responderam que aumentaram o investimento em I&D nas suas empresas no período de 2007 a 2009.
Entre as empresas que beneficiaram do Sistema de Incentivos Fiscais em Investigação e Desenvolvimento Empresarial (SIFIDE), cerca de 70 por cento respondeu que tenciona contratar mais efetivos para actividades de I&D em 2011.
“Apesar dos indicadores de I&D serem positivos, Portugal ainda apresenta uma menor adesão aos incentivos fiscais direcionados à I&D, quando comparado com os restantes países europeus analisados”, segundo as conclusões extraídas do Barómetro publicado pela consultora Alma
Além disso, mais de metade das empresas (53 por cento) referiu que quer reinvestir os incentivos atribuídos pelo SIFIDE 2009 em actividades de I&D.
O orçamento para 2011 prevê que os benefícios fiscais previstos no SIFIDE se mantenham até 2015.





