Logótipo XL |Automotor |Classificados |Correio da Manhã |Destak |Jornal de Negócios |Máxima |Record |Rotas & Destinos |Semana Informática
Automóvel

Clientes processam Toyota por "tentativa de homicídio"

16 | 01 | 2011   16.08H

“Vamos processar a Toyota por tentativa de homicídio, porque eles podiam e deviam ter evitado esta situação toda. Tinham consciência do que se passava e andaram a brincar com a vida dos seus clientes”, disse à Lusa Daniel Estêvão, filho de Arminda Estêvão, cujo Toyota Corolla de mudanças automáticas “passou de quase zero para mais de cem quilómetros à hora” quando a condutora entrava na garagem de casa, em junho de 2010.

Daniel Estêvão, que quer levar o caso até às últimas instâncias, vai reclamar ainda “um pedido de indemnização no valor dos transtornos causados e das despesas decorrentes do tribunal”, garantindo que não quer "enriquecer às custas da Toyota".

O cliente apresentou também uma outra queixa, na Polícia Judiciária, depois de ter recebido “ameaças” via sms: “Fui ameaçado por alguém que aparentemente representa a Toyota, porque fala em nome da Toyota. São mensagens que me tentam intimidar, através de ameaças com processos de tribunal, para que me cale e não continue a falar no assunto, porque senão terei consequências.”

Uma situação que a Toyota repudia, garantindo que “não foi feito qualquer contacto por telemóvel pela Toyota Caetano Portugal para o senhor Daniel Estêvão ou para a sua mãe”.

Sandra Leal, proprietária de um Toyota Aygo de 2006 (também de mudanças automáticas), que ganhou "uma velocidade tremenda" numa estrada nacional em Guimarães, em setembro, já pediu apoio à Deco para mediar o caso. A associação de consumidores não tem recebido denúncias de casos semelhantes relacionados com veículos da Toyota.

À Lusa, a jurista Ana Sofia Ferreira explicou que, quando contactada pela Deco, a Toyota afirmou que, “para uma resposta esclarecedora, é sempre necessário que seja feita uma avaliação ao veículo para se perceber o que é que poderá ter ocorrido”.

No entanto, a cliente exige que as peritagens técnicas sejam feitas por uma entidade independente e não pela Toyota, uma vez que Daniel Estêvão não assistiu às peritagens feitas ao seu Corolla, como tinha pedido aos técnicos da empresa, o que faz com que Sandra esteja relutante em relação à credibilidade dos testes.

Por sua vez, a Toyota justificou o facto de Daniel Estêvão não ter assistido aos testes efectuados na oficina da empresa com "uma falha de comunicação" entre o cliente e os técnicos, assegurando, no entanto, que Daniel Estêvão não contestou a situação no momento.

Daniel Estêvão exige que a Toyota se responsabilize, “peça publicamente desculpa aos seus clientes” e “intervencione os veículos de mudanças automáticas”. O cliente acredita que “a Toyota do Japão, pelo menos, irá assumir a sua responsabilidade, já que a Toyota Caetano não tem qualquer tipo de responsabilidade”.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

5 comentários

  • Infelizmente quem morre,não pode manifestar-se ou defender-se aquando à culpabilidade de terceiros. Para os leigos que somente sabem dar à chave e o carro pega ou não, porque se esqueceram de pôr gasolina...enfim! Para quem não sabe o que é mecatrónica, simplesmente deve procurar informação... mas resumindo é muito simples, imaginem um que todos os dias ligam o interruptor para acender uma lâmpada de vossa casa e nada acontece, mas, um dia ligam esse mesmo interruptor e poof... têm um curto circuito, que se tiverem o azar incendeia a casa e ficam na rua sem habitação. Bom é uma analogia interessante á mecatrónica automóvel, pois se o sistema ou um circuito eletrónico no automóvel, estiver com defeito pode muito bem interferir com outros sistemas nomeadamente o acelerador e o carro entrar aceleração máxima. Embora isso seja previsto na concepção do circuito elétrico do carro, caso não esteja é uma falha grave que pode pôr em risco aqueles que conduzem bem como os demais utentes da via pública, pois mesmo não conduzindo também podem ser alvos de um acidente por culpa de terceiros.
    pedro Teixeira | 12.11.2011 | 20.24Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • 0 ao 100km/h numa garagem??? Deve ser um corolla "kitado" ai com uns 1000 cavalos ... num motor 1.4l. o Sr. Daniel pode-me dizer onde comprou para eu ir até lá comprar um Corolla que vai dos 0 aos 100 numa garagem?? Já sei, era a garagem do Colombo.
    Sojé Socretes | 06.07.2011 | 16.01Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Não percebo porque é que esta malta se queixa. O carro acelera desalmadamente, e isso é que é baril. Ainda mais divertido se torna se for sem a gente contar. Por exemplo num semaforo vermelho, num stop, num entroncamento, numa passadeira.
    Verdadeiras emoções.
    Esta gente nunca ta bem com a vida que tem.
    agente imobiliario | 23.04.2011 | 20.09Hver comentário denunciado
  • Nos States aconteceu mais ou menos isto mas infelizmente com mortes. Veio a saber-se de que era o tapete que deslizava e prendia o acelerador...Eu tenho uma Toyota (hilux) e o tapete do lado do condutor tem um pino que prende o tapete para evitar estas situações, o deslizar do tapete. Acontece quando se conduz sobre enorme stress...
    fzappa | 17.01.2011 | 11.39Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Boa! É precisamente isto que os cidadãos devem fazer. Mas com tudo, não só com os automóveis.
    BOA! | 17.01.2011 | 11.13Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE