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Arquitectura

Projecto "Casas Low Cost" quer recuperar a baixa "a preços realistas"

13 | 02 | 2011   21.07H

Apartamentos T0 e T1, mobilados e equipados, a partir de 300 euros mensais (água e luz incluídas) são as ofertas que o “LowCostHouses” tem em mente já para 2011, revelou à Lusa Filipe Teixeira, arquitecto e um dos proprietários do Plano B.

Criado em 2006 como espaço multidisciplinar para trazer uma nova dinâmica cultural à baixa, o Plano B quer avançar para a reabilitação arquitectónica do centro do Porto.

A intenção é recuperar “prédios inteiros”, disponibilizando “90 por cento para o mercado de arrendamento”, através de parcerias que permitam resultados de baixo custo.

“O Porto é uma cidade low cost: é mais barato comer e sair à noite... Mas quando alguns artistas estrangeiros e amigos nos começaram a pedir para encontrar casas na baixa, vimos que a oferta era ridícula: as casas degradadas eram caras e as que estavam recuperadas tinham preços exorbitantes”, recorda Filipe Teixeira.

O arquiteto considera que “a oferta está desadequada à procura” e que o mercado de luxo “começa a ficar saturado”, não havendo “público” para tudo o que está a ser feito nessa área.

Prova disso, diz, é o insucesso das vendas de nove apartamentos e uma loja que a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) recuperou no quarteirão do Corpo da Guarda.

O “LowCostHouses” pretende “estabelecer parcerias”, trabalhando com marcas portuguesas, arquitetos e designers “em início de carreira” e encontrando investidores e proprietários com “bom senso”.

“Cada vez há mais prédios que ninguém vende porque não faz sentido preços exorbitantes por casas a cair de podre. Para já, temos essencialmente um trabalho cirúrgico de encontrar prédios recuperáveis a preços realistas”, esclarece o responsável.

A equipa quer “mediar acordos” entre proprietários e investidores e uma das hipóteses para o negócio é “o proprietário disponibilizar o prédio e o investidor entrar com o dinheiro das obras”.

Há já um prédio de “11 apartamentos” com negociações de tal forma “avançadas” que a perspectiva é ter as casas prontas para arrendar em 2011, revela Filipe Teixeira.

No caso dos apartamentos para venda, existem duas possibilidades: “Do It Yourself”, para envolver os proprietários no restauro; e “Ready made”, para vender o apartamento “já mobilado e decorado por um designer”.

O arquiteto garante que estes investimentos “não serão para a classe alta, mas para as pessoas com mais capacidade financeira”.

A reabilitação “low-cost” e o projeto do Plano B vão estar em foco no próximo Clube Addict - Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas, que se realiza na sexta-feira.

“Reabilitação Alternativa: Arquitetura bottom-up e low-cost” é o tema do encontro que pretende dar a conhecer os projectos de “12 entidades” e promover o contacto com investidores.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

3 comentários

  • Sou do Porto
    Adoro a cidade que me viu crescer
    Por razões de trabalho
    do meu marido,vim viver para Lisboa
    Mas o meu sonho é voltar á minha querida cidade
    Não tenho casa nem familia no Porto (os que lá tinha ,já faleceram,bem jovens)
    Sonho em voltar para lá com os meus filhos
    Teria que ser uma casa com pelo menos 4 quartos
    Esta casa ,com 3 quartos nos arredores de Lisboa,é boa Pago quase 500 €
    Mas quero o meu Porto
    Maria | 14.02.2011 | 22.06Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Como é que da mesma falta de bom senso que rebentou com a baixa do Porto e de lá fez sair centenas de milhares de pessoas, muitas delas mortas, poderá agora surgir gente suficiente com bom senso? Agora vão aturar os bares e as multidões da noite e é se querem. Ou pensam também que alguém com bom senso está na disposição de dormir todos os dias a aturar os sons da noite? Destruíram a baixa do Porto e já não sabem o que fazer. Quando se lá passa fora das horas de diversão nocturna é uma tristeza, só velhinhos a mancar e casas a cair. O assunto devia ser levado a um tribunal internacional de direitos humanos para se avaliar do número de vítimas humanas e patrimoniais que ali fizeram desde o Porto2001. Na baixa do Porto passa-se um processo vergonhoso de "gentrification". Google.
    GOOGLE | 14.02.2011 | 10.19Hdenunciar comentário
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  • 300 euros por um T0? mas estão doidos ou q? 300 euros é o aluguer de um T2 fraquinho ou de um T1 bastante bom. agora 300 por um T0 é roubo, puro e simples. seja em q sitio for.
    ana borges | 13.02.2011 | 23.06Hver comentário denunciado
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