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Educação

Isabel Alçada: sistema educativo colhe frutos do ideário da I República

16 | 02 | 2011   21.01H

"A República lançou sementes que foram germinando. Há muitos caminhos na área da Educação e hoje estamos a colher frutos desde ideário que envolveu as gerações que nos antecederam na construção de um sistema educativo que é frequentado por todas as crianças. O sonho da República era abrir a escola a todos e nós hoje temos isso plenamente conseguido", afirmou Isabel Alçada.

A ministra da Educação falava aos jornalistas no final da inauguração da exposição "Educar. Educação para todos. Ensino na I República", que vai estar patente no Palácio Valadares, no Largo do Carmo, em Lisboa, até 30 de junho, de acesso livre.

Ao longo de mais de uma dezena de salas é possível conhecer de que forma o ensino foi uma das grandes apostas dos republicanos, através dos temas a educação cívica e patriótica, os manuais escolares, o ensino primário, o secundário, o ensino técnico e profissional, o ensino científico e experimental, as universidades, as consequências do acesso da mulher ao ensino e a festa da árvore.

O ambiente de uma sala de aula de há 100 anos e a possibilidade de consultar digitalmente alguns dos manuais da altura são algumas das principais atrações da exposição, que faz parte das comemorações do Centenário da República.

"Podemos dizer que estas ideias que na altura eram muito progressistas hoje estão plenamente assumidas na escola. Alargámos e atualizámos aquilo que no fundo já estava em embrião no ideário dos pedagogos da I República", acrescentou Isabel Alçada.

Questionada sobre a continuação dos protestos de algumas escolas do ensino privado com contrato de associação, a ministra reconheceu que alguns colégios "não estão satisfeitos", o que explica por estarem habituados a um "financiamento amplo".

"Nunca sou muito apologista de protestos. Acho que é muito mais no diálogo que se chega a entendimento", defendeu.

O presidente da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, Artur Santos Silva, revelou que esta iniciativa deveria ter sido realizada no ano passado, mas devido a constrangimentos orçamentais foi adiada, tendo a situação sido desbloqueada com a ajuda do ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, que acabou por não marcar presença na cerimónia, ao contrário do previsto.

Destak/Lusa | destak@destak.pt
Foto: Inácio Rosa/Lusa
Isabel Alçada: sistema educativo colhe frutos do ideário da I República | © Inácio Rosa/Lusa

8 comentários

  • ..........A senhora Ministra pelo que leio (vivo no Porto e não tenho possibilidades de me deslocar a Lisboa) no final da Inauguração da Exposição "EDUCAR" no Palácio Valadares em Lisboa, enalteceu o papel da República nas diferentes áreas da Educação, dizendo que «Hoje estamos a colher frutos desse ideário que envolveu as gerações que nos antecederam na construção de um sistema educativo que é frequentado por todas as crianças.» Mais disse que «O sonho da República era abrir a escola a todos e nós hoje temos isso plenamente conseguido".
    ..........Ao contrário do "Juízo" eu não ajuízo lá muito bem alguns dos considerandos que teceu, ...mas também não subscrevo tudo o que a senhora Ministra disse, nomeadamente, quanto ao termos isso plenamente conseguido.
    ..........Na verdade, continuo a encontrar muita gente analfabeta e inculta.
    ..........Claro que dar educação não significa necessáriamente tornar-se culto.
    ..........Num dado período da minha vida tive de fazer opcções que não foram bem sucedidas. Como tinhamos (eu e a minha esposa) de assegurar o ensino primário e secundário das nossas filhas e, ...a nossa disponibílidade, gosto e vontade de ensinar, era muita, ...dispusemo-nos a ajudar nos trabalhos de escola (ao longo dos anos) algumas dezenas de alunos, ...filhos de familiares, amigos e vizinhos, ...nas áreas da tabuada, contas, vocabulário e verbos, aritmética e matemática.
    ..........Por isso digo que, ...se estou de acordo com algumas considerações do "Juízo", discordo em absoluto com as comparações com o antigo regime.
    ..........Na verdade, todos sabemos que muitos: pensadores, críticos e escritores, professores, repórteres e jornalistas, artistas plásticos, cénicos e cinéfilos, humoristas, poetas, trovadores, músicos e cantores, foram ostracizados e as suas obras marginalizadas e reprimidas.
    ..........Frequentemente, confronto pessoas que aludem ao tempo do "Salazar" para comparar o seu tempo com os Tempos de Hoje. Esquecem-se propositadamente que entrementes passaram-se trinta e seis anos! (36 anos: é obra!)
    ..........O Vinte e Cinco de Abril deu-nos Direitos! Liberdades! e Garantias! ...que ficaram consagrados pela Constituíção da República Portuguesa! ..........Constituíção que já foi revista por três vezes! ...e que o PS (com Sócrates ou sem Sócrates), ...PSD (Pedro Passos Coelho já o declarou) e ...CDS (sempre quiz acabar com a Constituíção), ...aparentemente por motivos diferentes (...), ..........preparam-se para mais uma vez alterar a Constituíção da República Portuguesa e a abri-la de vez aos interesses do Capitalismo, ...prejudicando severamente os interesses de Portugal e dos Portugueses (dos portugueses em geral e dos trabalhadores em particular).
    ..........O primitivo articulado Constitucional sobre o Direito ao Ensino, garantia: ..........a) o direito à igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar; ..........b) a eliminação de qualquer função conservadora de desigualdades económicas, sociais e culturais; ..........c) assegurava o ensino básico universal, obrigatório e gratuito (o que devido às dificuldades económicas correntes e à eliminação de escolas com o propósito de reduzir os encargos do estado com o ensino; ...não se afigura como garantia de eliminação de quaisquer desigualdades); ..........garantia também a todos os cidadãos, segundo as suas capacidades, o acesso aos graus mais elevados do ensino, da investigação científica e da criação artística; ..........estabelecia a gratuitidade de todos os graus de ensino; ..........inseria as escolas nas comunidades que servem e estabelecia a interligação do ensino e das actividades económicas, sociais e culturais (o que foi feito; ...embora, Hoje, deixe muito a desejar a capacidade de intervenção das associações de pais, muito por culpa dos pais e das orientações governamentais); ..........promovia e apoiava o ensino especial para deficientes (o que. como todos ouvimos, cada vez é mais difícil de conseguir); .......... e assegurava aos filhos dos emigrantes o ensino da língua portuguesa e o acesso à cultura.
    ..........Entre outras garantias, direitos e deveres, constitucíonais!!!
    ..........Portanto, relativamente à Educação a que a senhora Ministra se referia, tenho a certeza que ainda está muito por fazer; ...e que só se avançará quando Portugal mudar de política e garantir o crescimento, desenvolvimento e progresso, económico, do Nosso País.
    ..........O "Juízo" ajuizará bem daqui a algum tempo, se esta gente que nos governa e quer governar (muitos deles: filhos, enteados e afilhados, daqueles que nos governaram durante a ditadura salazarista).
    ..........Quanto às comparações que faz, trinta e seis anos depois do Vinte e Cinco de Abril, sobre a Sociedade Civil, ...eu até posso estar de acordo com a degradação da sociedade civil nos últimos quinze anos, mas, ...a quem serve essa degradação?!?
    ..........Se procurar bem quem são os beneficiários (?!?!) verá que não são os que: estudam! de facto; ensinam! de facto; trabalham! de facto; criam riqueza! de facto; contribuem de algum modo para fazer renascer Portugal! de facto; fazem os seus descontos para as Finanças e para a Segurança Social!! de facto! e pagam "a factura" dos sucessivos agravamentos: ...dos juros da habitação, ...da energia electrica, ...dos combustíveis e transportes, ...dos produtos de primeira necessidade, ...etc, etc, etc.
    ..........Já cá dentro, vão impondo as suas condições, restrições, limitações, de crescimento económico, impedindo-nos de criar riqueza, crescer e desenvolver.
    ..........Criam instabilidade política, económica e social, e atiram as culpas para quem quer trabalhar.
    ..........Portanto! tenha juízo! ...e quando quiser falar verdade e com justiça! ...diga de sua justiça apontando os verdadeiros culpados.
    ..........Disse. Obrigado!
    serafim cunha | 17.02.2011 | 20.42Hdenunciar comentário
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  • A Srª Ministra devia ter participada na Gulbenkian, esta semana, num forum sobre educação! Teria tido oportunidade para fazer uma reciclagem ouvindo Roberto Carneiro, José Pedrosa,e Marçal Grilo SAdão da Fonseca a falar sobre educação!
    GAlmeida | 17.02.2011 | 12.32Hdenunciar comentário
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  • 1) Comparem o número de escolas que foram fechadas aos cidadãos no antigo regime, com o número de escolas que foram eliminadas por estes senhores actuais e amigos da 1ª república. 2) comparem o número de estações de caminho de ferro disponibilizadas aos cidadãos no antigo regime, um transporte de futuro e bom para o ambiente, com o número de estações de caminho de ferro no actual regime, que brutalmente eliminou muitas delas para impor os automóveis, uma opção má para o ambiente. 3) Compare-se o número de pessoas que ao sair de um liceu sabiam fazer operações matemáticas de dividir no antigo regime, e o número de alunos que as sabem fazer no actual regime. 4) Compare-se o número de hospitais a que podiam acorrer os cidadãos no antigo regime, com a destruição de hospitais conseguida por estes senhores, passando a enfiar milhares de doentes diariamente em ambulâncias poluidoras e ruidosas para os transportarem de um lado para o outro. Quantos deles morrem em trânsito? 5) Comparem o número de miúdos drogados e com a vida desfeita no antigo regime, com o número de miúdos drogados e com a vida desfeita agora. 6) contem o número de estilhaços de garrafas de cerveja nas praças de certas cidades devidas às folias nocturnas, com a quantidade de vidros que nessa altura existia nas ruas que eram para todos os cidadãos. 7) comparem o número de cafés onde o povo português se encontrava diariamente para conversar descontraidamente, com a eliminação desses cafés para que o povo deixasse de conversar descontraidamente, substituindo-os por McDonalds ou coisas do tipo, climatizados, polidos, coloridos, mas onde até as conversas se tornaram postiças e onde hoje as pessoas, em vez de conversarem umas com as outras, conversam para telemóveis. Antes Portugal era real, hoje Portugal é uma farsa já sem qualquer crédito na Europa. E agora os cidadãos percebem, enfim, por que razão o Salazar pôs esta gente a milhas de distância. E ainda há quem por aí refira que nesse tempo não havia tecnologia, como se a tecnologia que hoje existe tivesse sido devida ou criada por os que hoje estão no poder. Santa estupidez. Argumento tão roto como as palavras dos actuais governantes. A guerra era o que trazia a tristeza ao povo português, e foi bom ter acabado, mas a transformação que impuseram no país não foi boa, foi mesmo a sua ruína, ao bom estilo da 1ª república.
    JUIZO | 17.02.2011 | 11.48Hdenunciar comentário
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  • Estes comentadores até distorcem factos históricos só para aliviarem as suas "consciências" políticas.
    Duas pérolas deste nível: havia sempre trabalho no Estado Novo (pelos vistos a imigração era um passeio de domingo); não havia escolas no continente na 1ª república (deve ter sido por isso que o analfabetismo baixo de 80 para 20% em 16 anos);
    Arre | 17.02.2011 | 10.16Hdenunciar comentário
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  • Um pouco de vergonha não lhe ficava mal. A primeira lei sobre o ensino primário, da malfadada 1ª República, saiu, imagine-se do Ministério da Guerra. 16 anos depois de implantada, isto é em 1926, não havia uma escola primária em todas as freguesias do Continente. No Ultramar não havia mesmo uma em todas as cidades. A sra. não sabe do que fala.
    Artur Capela | 17.02.2011 | 09.36Hdenunciar comentário
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  • E, por acaso . . . !
    Ainda tenho lá em casa . . . !
    Um arado do meu avô . . . !
    Velhos tempos . . . !
    E não era "digitalizado" . . . !
    Tinha de ser puxado . . . !
    Por "boys" . . . !
    Desculpem, queria dizer "bois" . . . !
    alexandre barreira | 17.02.2011 | 07.32Hdenunciar comentário
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  • Já não podemos nem devemos falar assim da 2ª. Republica; Houve, harmonia, trabalho ininterrupto e a Terra era revolvida ao Arado...Porém o Povo era FELIZ e contente.
    Niagara | 17.02.2011 | 06.45Hdenunciar comentário
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  • Se o actual sistema educativo colhe os frutos do ideário da 1ª república, bem podem começar agora a comer desses frutos, que são em grande número, mas bichados, e podre por dentro. Se era este o ideal da 1ª República mais vale irem-se embora. Porque é sinal que não perceberam e não têm sequer capacidades para perceber o que é importante para um povo. Caíram somente num monólogo do qual tentam extrair alguma autoridade moral, mas pouco mais do isso, porque é um monólogo patético. O que se tem vindo a ver é incompetência sobre incompetência, e essa é a verdadeira herança que nos quiseram e conseguiram trazer da 1ª República. Está na hora de se irem embora.
    FRUTOS BICHADOS | 16.02.2011 | 21.30Hdenunciar comentário
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