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Manifestação na Jordânia contra corrupção e por reformas políticas

16 | 02 | 2011   21.14H

Sindicalistas, representantes de vários partidos políticos e organizações feministas participaram na “manifestação contra a pobreza e a opressão”, segundo os organizadores.

Em comunicado distribuído na ocasião são mencionadas 14 reivindicações políticas e sociais, designadamente baixa dos preços do combustível, processos judiciários contra os corruptos e revisão da lei eleitoral.

Algumas horas antes, cerca de trinta universitários tinham-se reunido perante o palácio real, em Amã, para exigir o “limite dos poderes do rei Abdallah II” e “reformas constitucionais”.

Basel Bashabshah, coordenador do grupo Jovens para a Mudança, formado recentemente por universitários para reclamar reformas no país, disse que “a concentração é meramente simbólica e pretende passar esta mensagem para o rei: queremos que reine, mas não que governe, não deve nomear o primeiro-ministro”.

“Queremos uma realeza constitucional, reformas políticas e poderes limitados para o rei, ao estilo da Magna Carta”, acrescentou.

A Magna Carta Libertatum, ou Grande Carta, redigida em 1215 por ingleses emigrados em revolta contra o seu rei, afirma o direito à liberdade individual e limita o arbítrio real, por exemplo no caso de mandar prender alguém.

Os manifestantes tinham cartazes, onde se lia “Queremos um governo parlamentar e reformas reais” e “As reformas começam pela Constituição”.

A Frente de Acção Islâmica, principal partido da oposição, também pretende uma revisão da Constituição para que o chefe da maioria parlamentar possa tornar-se primeiro-ministro.

A Constituição jordana, adotada em 1952, dá ao rei o poder exclusivo de nomear e demitir o primeiro-ministro.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

1 comentário

  • Estão mais avançado do que os portugueses que vivem numa república das bananas, não fossem os portugueses uns bananas.
    Alfredo | 16.02.2011 | 23.58Hdenunciar comentário
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