Sociedade

"Laicos, pacíficos e apartidários"

28 | 02 | 2011   21.52H

«Incluímos no nosso movimento toda a geração com 20, 30, 40 anos», explicou João Labrincha, 27 anos, um dos organizadores do movimento que, inspirado na canção Parva que Sou, dos Deolinda, promove a 12 de Março uma manifestação nacional.

Destak | destak@destak.pt

Jovens precários e desempregados estão convidados a expressar o seu descontentamento no protesto da denominada ‘geração à rasca’, um movimento lançado no Facebook por João e três amigos da Universidade de Coimbra: Alexandre de Sousa Carvalho, Paula Gil e António Frazão.

«Desempregados, quinhentoseuristas e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal!» estão convocados.

Para os organizadores da acção, esta é uma realidade que afecta vários segmentos da sociedade, com destaque para os próprios pais que suportam a carga da autonomia tardia ou pouco estável dos filhos. O movimento, «laico e pacífico», só não deseja ganhar conotações partidárias, conforme explicou o seu organizador ao jornal Público. «Somos apartidários, o que não quer dizer que sejamos antipartidos. Mas as pessoas estão muito cansadas da política. O nosso objectivo é reforçar a democracia, não derrubar governos.»

A 12 de Março solicita-se que os manifestantes expo-nham por escrito, numa folha A4, «o motivo da presença e uma solução». Os documentos serão mais tarde entregues na Assembleia da República. Em Lisboa, a Avenida da Liberdade será palco da acção, mas por todo o País outras cidades já garantiram a sua solidariedade, nomeadamente Coimbra, Funchal, Ponta Delgada ou Porto.

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5 comentários

  • http://dornojoelho.blogspot.com/
    cinismo do destak | 03.03.2011 | 10.55Hdenunciar comentário
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  • A união dos manifestantes deve ultrapassar divisões partidárias, de forma a tornar a manifestação num acto supra-partidário, imune às tentativas de divisão que "os velhos do Restelo" inevitavelmente intentarão (já estão a tentar, aliás). O povo tem o direito, e até o dever, de mostrar que é soberano e exigente. A geração rasca, devia chamar-se os "portugueses à rasca", para ter mais abrangência; O manifesto deve ser um documento que deve assentar em poucas frases chave, ou seja, ser eficaz em termos de comunicação. Isso ainda não foi atingido. O manifesto deve clarificar o que nós pretendemos para o país, dos governantes e dos partidos políticos, do poder executivo, legislativo e judicial, fazendo um apelo a todos os que se achem capazes de substituir os actuais políticos, que dão sinais de acomodação, total incapacidade de inovação e de auscultar novas ideias e que se estão nas tintas para a soberania popular. A democracia não se resume a eleições livres e justas. Se o interesse do povo, do conjunto da Nação, não for acautelado, não se trata de democracia, mas de hipocrisia sustentada pela incapacidade de reacção da sociedade. O manifesto deve também incluir o compromisso dos manifestantes para colaborar no projecto que propõem, e para serem persistentes, com manifestações pacificas e ordeiras, até que os objectivos sejam alcançados. O desemprego e a precaridade resolve-se com trabalho de todos e com um ensino/ formação que deve ter por objectivo a geração de competência e não simplesmente, as graduações académicas. Estudar é bom, se se tratar do desenvolvimento de todas competências necessárias para enfrentar o mercado de trabalho e contribuir para o progresso. A geração parva deve exigir formação que lhe assegure as devidas competências. As empresas que nos interessam são as que têm sede e meios de produção em Portugal, pois são que pagam impostos em Portugal, as que dão emprego em Portugal. Que nos interessam multinacionais portuguesas que dão emprego e pagam os seus impostos no exterior? Que nos interessa a EDP, que investe no exterior, através da exploração do monopólio energético? Que nos interessa a GALP que também é o mesmo? O povo precisa é de ser defendido desses monopólios, que nos atrofiam. Mas os políticos ainda as ajudam a explorar mais o povo, facilitando-lhe aumentos estupidamente altos em época de recessão e facilidades tributárias. Há muita competência em Portugal, mas o não funcionamento da justiça, a má fé da máquina das Fiscal, o esbanjamento dos fundos que deveriam ser para as futuras reformas das pessoas, em vez de garantir uma excelente gestão financeira dos mesmos, as dividas e juros contraídos pelo esbanjamento irresponsável, atrofiam a economia e os cidadãos. Isto não é da crise, já vem de antes da mesma. Para quê contribuir, se não vemos planos credíveis de salvação da Nação, que atinjam mais fortemente a faixa mais rica da sociedade, e que gerem solidariedade e soluções para os mais necessitados. Se não temos esperança, para quê contribuir para o ensino se vos mandam ir trabalhar para o estrangeiro? Os estrangeiros que financiem a formação deles. Portugal não é rico. O que devemos exigir, é uma estratégia clara, que devemos confirmar, talvez até em referendo, e seguir atentamente, não pelos dados que os políticos dão nos meios de comunicação de massas, mas de fontes seguras e credíveis, comparáveis ao longo do tempo. Não podemos deixar por o país por o pé em ramo verde. Frases chave: - Exigência de soluções credíveis aos órgãos de soberania, por parte do povo!
    - Soberania popular. Eleições não chegam;
    - Ordem, paz, união supra-partidária;
    - Postura positiva mas não conivente com a vergonhosa destruição da Pátria portuguesa; Se os jovens melhorarem, clarificarem e substanciarem o seu manifesto, eu "um cota", lá estarei na manifestação, com os jovens! Vitor Santos
    Vitor | 01.03.2011 | 20.11Hdenunciar comentário
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  • Coitadinha da raquel e mais 406 inuteis. Essa formiga chamada portugal tem 10.000.000 de habitantes. essa grande iniciativa representa 0,00004% da população nacional. Se abrires os olhos e olhares para o brasil com 220.000.000 de habitantes vais entender e vives num mundo à parte e estupidamente pequeno. Deixa de ser idiota e vê se trabalhas um pouco mais para contribuir com impostos e produtividade para este país mesquinho. ridicula. ps: eu atirei-me para fora, farto de politicos e contestatárias inconsequentes como tu. não vais passar da cêpa torta
    Joana Saraiva do rio de janeiro | 01.03.2011 | 15.24Hdenunciar comentário
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  • Tanta condescendência... Obrigada pela ajuda (ironia...). É claro que o farei, mas não utilizarei o Destak como recurso, porque acredito haver recursos bem melhores! Por mais que a nossa geração vos diga o que defendemos no final só ouviriamos: "Mas basta de quê, afinal?". Os jovens deste país não precisam do Destak, ou talvez sim... para limpar os vidros (Ironia, outra vez). 406 pessoas continuam ofendidas!
    http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P 2011N7196
    RaquelPetição | 01.03.2011 | 13.07Hdenunciar comentário
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  • Acho que deveriam ser exactamente o oposto: deveriam tomar partido e opinião, e lutar por ela, até de um ponto de vista espiritual.
    Um copo vazio tanto pode encher-se de água pura como de ácido sulfúrico.
    Albicastro | 01.03.2011 | 09.40Hdenunciar comentário
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