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Entrevista

"Queremos promover a participação democrática"

02 | 03 | 2011   23.56H

João Labrincha, Paula Gil, Alexandre de Sousa Carvalho e António Frazão são os organizadores do Protesto Geração à Rasca, marcado para 12 de Março. Ao Destak explicam o que os vai levar à rua e o que pretendem mudar no mundo do trabalho em Portugal.

Isabel Stilwell | editorial@destak.pt

Onde nasceu a ideia do protesto?

Nasceu de uma conversa entre amigos e na sequência de outras conversas, com outros amigos, todos eles descontentes com a sua situação de precariedade laboral.

Quais os objectivos do Protesto?

Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade. Protestamos pela melhoria das condições de trabalho e o fim da precariedade e pelo reconhecimento das qualificações, competência e experiência, espelhado em salários e contratos dignos.

Na vossa opinião o que devia mudar no País?

Temos a esperança de que este protesto promova a tomada de consciência de todos para um problema grave e que vai ditar o futuro da sociedade que temos e que queremos ter. Queremos estimular a participação cívica e democrática e a criação de fóruns e movimentos de cidadania, que encontrem soluções para os diversos problemas de precariedade laboral existentes no País.

O ‘convite’ à participação limita-se aos jovens, ou estende-se a outras gerações?

Pertencem a uma geração todas as pessoas vivas num determinado momento. Já confirmaram a sua presença e apoio pessoas de todas as idades e de todos os cantos do País. Este não é um protesto exclusivo de jovens ou licenciados. A precariedade laboral é, infelizmente, um problema transversal a toda a sociedade portuguesa.

Em vez de bandeiras ou camisolas, pedem às pessoas que levem uma folha A4 com as razões do seu protesto?

Não pedimos bandeiras nem camisolas. A única coisa que pedimos, pois será este o foco do dia 12, é que tragam uma folha A4 com as razões pelas quais estão no protesto e a sua proposta de solução. Posteriormente iremos recolher todas essas ‘vozes’ e entregá-las na Assembleia da República, para que os partidos se possam debruçar sobre elas. Queremos que estas folhas contribuam para a construção de um novo e melhorado caminho no sentido da maior justiça das condições de trabalho.

Qual é a adesão com que contam neste momento?

Não conseguimos prever quantas pessoas estarão no protesto. O número indicado no Facebook é, sabemos, um indicador pouco exacto do número de participantes efectivos. Mas contamos com a mobilização de todos.

Têm ideia se é mais forte em Lisboa ou no Porto?

Não conseguimos prever o número de participantes, tanto em Lisboa como no Porto.

Há um movimento que quer manifestar-se no mesmo dia, pedindo a demissão de toda a classe política – tem o vosso aval?

O Protesto da Geração à Rasca não pede a demissão de nenhum político. Tal como indica o manifesto, as soluções só podem ser encontradas mediante o diálogo entre: políticos, empregadores e nós mesmos. Não foi pedido, nem dado nenhum aval, a qualquer movimento. Este é um protesto aberto a todos os cidadãos que se identificam com o nosso manifesto. Quanto a outros movimentos que não se reflictam no nosso Manifesto, não nos achamos no direito de dar avais porque simplesmente não estamos relacionados.

Apesar dos vossos apelos a que seja uma manifestação pacífica, temem que possa ocorrer situação de violência?

Como em todas as manifestações, há sempre questões de segurança que alguns grupos tentam pôr em causa, mas acreditamos que a maioria dos que saírem à rua, naquele dia, o farão de forma ordeira e pacífica. É porque o protesto é laico, pacífico e apartidário que está a ter grande adesão, pelo menos é isso que os milhares que já confirmaram presença têm escrito no Facebook. O protesto foi comunicado às autoridades competentes e as forças de segurança estão informadas e acreditamos, preparadas, para fazer deste protesto pacífico um bom exemplo de participação activa da sociedade civil.

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"Queremos promover a participação democrática" | © DR

10 comentários

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  • • 20 ANOS DE CAVAQUISMO O PAÍS CAIU NO ABISMO- CAVACO SÓCRATES E DURÃO OS COVEIROS DA NAÇÃO------------------------
    DEIXEM DE VOTAR EM TODOS OS ACTOS ELEITORAIS - OS MALEFÍCIOS DO VOTO DO POVO SÃO ENORMES------------------------------------------- -------------------------------------------------- ------
    SÓCRATES E DURÃO SÃO OS CULPADOS E O NÓ DA FORCA VAI PARA O PESCOÇO DO POVO.--------------------------------------------- -------------------------------------------------- -------------------------------------------------- ------------------------------------- CRISE EM PORTUGAL PROVOCADA E MANTIDA PELO PARTIDO ÚNICO :
    -P.S. C.D.S/P.P.D/ P.S.D-P.C.P.- BLOCO e todos os demais-------------------------------------------- - -------------------------------
    Os portugueses vivem muito acima das suas possibilidades uma vez que almoçam 7 dias por semana (de Segunda a Domingo) e exigem pão em cima da mesa!
    Ora na Somália vive-se com um almoço semanal e as crianças bebem água contaminada para não chegarem a dar muitas despesas aos pais e ao Governo dado que 90% destas morrem até à idade de 5 anos! Uma vez mortas logo iniciam uma poupança a 100% e por toda a restante eternidade!
    Teixeira dos Santos com o seu cabelo branco, parece um cão da Serra da Estrela que anda a «farejar» cêntimos nos bolsos dos pobres, desfavorecidos, desempregados e titulares de magras pensões de reforma! Os pobres pagam a crise e os banqueiros ficam isentos de mais impostos!
    Odeio o sistema político actualmente implantado de um partido único com duas siglas, a saber, P.S./P.P.D./P.S.D que há mais de 30 anos dividem entre si o saque aos trabalhadores! Não existe nenhum partido em Portugal sério e válido em todo o espectro político, da esquerda até à direita, motivo pelo qual o ora comentador apela aos futuros boicotes eleitorais a 100%, no sentido de acabar o poder político em Portugal e passarmos a um Estado Federado.
    A União Europeia tem de se tornar uma federação de estados. Os futuros “Estados Unidos da Europa” poderão tornar-se na nova superpotência mundial. Existirá um Governo único em Bruxelas e um Orçamento Comunitário para toda a futura federação. Os políticos portugueses terão de ir trabalhar para poderem viver! Actualmente são todos a 100% larvas parasitárias que sugam todo o Orçamento do Estado e deixam o país na banca rota!
    • COMENTÁRIO 24/01/2011-----VAMOS TODOS PAGAR A PRESTAÇÃO DA CASA DE FÉRIAS DO CAVACO CONSEGUIDA COM OS DEPÓSITOS ROUBADOS DO BANCO B.P.N. POR OLIVEIRA E COSTA------• 20 ANOS DE CAVAQUISMO O PAÍS CAIU NO ABISMO- CAVACO SÓCRATES E DURÃO OS COVEIROS DA NAÇÃO------------------------
    DEIXEM DE VOTAR EM TODOS OS ACTOS ELEITORAIS - OS MALEFÍCIOS DO VOTO DO POVO SÃO ENORMES------------------------------------------- -------------------------------------------------- ------
    SÓCRATES E DURÃO SÃO OS CULPADOS E O NÓ DA FORCA VAI PARA O PESCOÇO DO POVO.--------------------------------------------- -------------------------------------------------- --------------------------------------------------
    MIG | 10.03.2011 | 09.35Hdenunciar comentário
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  • Comunicado do Grupo “1 Milhão na Avenida da Liberdade Pela Demissão de Toda a Classe Política" 4 de Março de 2011 Acreditamos numa melhoria da gestão do país se obrigarmos a uma profunda mudança qualitativa e quantitativa dos recursos humanos dedicados à gestão pública. Os actuais quadros dos partidos políticos, cada um em si mesmo e no dialogo entre si, já provaram não serem capazes de nos oferecer uma estratégia, nem têm capacidade de implementação, obrigando a um ciclo interminável de acusações mútuas e improdutividade política. Continuamos a acreditar que é na cooperação de todos os portugueses que se desenvolverão formas alternativas, simplificadas, profissionais e éticas para reanimar Portugal com uma eficiência económica maior. Vimos assim relembrar o ponto 1 do nosso Manifesto: 1. Acreditamos que existem políticos, juízes e gestores públicos com honestidade e competência. Exigimos que deixem de se omitir e de pactuar com o descalabro organizativo do país. Contamos com essas pessoas para dar continuidade a uma democrática e honesta gestão de Portugal, a par de uma renovação dos valores e das competências. Não consideramos pois que muitos dos actuais actores políticos devam fazer parte do nosso futuro colectivo. São o problema e não a solução. Há que eleger novos protagonistas, num critério de qualidade pessoal e não de lógica partidária. Estamos a reunir todas as sugestões surgidas no âmbito deste Grupo para apresentar uma proposta concreta das modificações que a maioria acha necessárias para sair deste impasse
    Carlos Pereira | 05.03.2011 | 20.18Hdenunciar comentário
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  • Coitadinhos . . . !
    Nem sabem . . . !
    Onde se estão a meter . . . !
    Quando acordarem . . . !
    Já não haverá "malguinhas" . . . !
    Para ninguém . . . !
    alexandre barreira | 03.03.2011 | 18.00Hver comentário denunciado
  • Antes de protestar, interroguem-se sobre para onde (e para quem) vai o dinheiro.
    ??? | 03.03.2011 | 14.19Hver comentário denunciado
  • Esta manifestação parece-me, a esta distância e de acordo com o que acabo de ler na entrevista, sensata e oportuna. Espero que a mesma seja, como é referido, pacífica e que dê frutos para o futuro, no que diz respeito às ambições justas dos jovens, e não só. É com este espírito, de diálogo e de procura de soluções colectivas, sem quaisquer radicalismos, que poderemos encontrar a resolução de alguns dos problemas com que actualmente nos defrontamos. Espero, sinceramente, que tanto esta como as futuras gerações, deixem de estar "à rasca" e, muito menos, que alguém encontre pretextos para as classificar "de rascas".
    o justiceiro | 03.03.2011 | 13.43Hdenunciar comentário
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  • O que se passou no prós e contras de 28 de Fevereiro foi uma vergonha uma farsa um perfeito cenário dantesco no que diz respeito aos jovens .
    Mas se pensam que nos calam pois bem podem retirar o filhote de equino da perturbação pluviométrica
    Conto com todos voces para a batalha que se esta a preparar .
    porque tagarelar é fácil, o busílis é elaborar correctamente um pensamento.
    Pergunto me se um pais dito democrático e sobretudo num pais onde são bradados os pilares da democracia ...o porque de se ter feito um programa sobre um tema volátil que era a juventude sem um único representante no painel dos jovens de Portugal . Onde estava o ministro o secretario de estado o IPJ ou outros órgãos de decisão nacional .
    È muito giro e deveras fica bem em TV falar de números de fantasia mas brincamos a politica? Brincamos com coisas serias? Aqui eu acredito que só vai deglutir o batráquio quem quer .
    Então realiza se um debate previamente construído num canal de serviço publico pago pelo contribuinte sem sequer dar voz a quem de direito.
    Um DRAMATURGO uma JORNALISTA UM REPRESENTANTE DE UMA EMPRESA entre outros é para a direcção de programas os representantes dos jovens ou pior em ultima analise as pessoas que podem ajudar a resolver a problemática dos jovens nesta sociedade criada ela sim não por uma geração rasca ou com outro cognome qualquer mas sim pela malícia, a corrupção e sobretudo os desgovernos total e radical para com o cidadão dos órgãos de decisão deste pais .
    Então mas temos uma entidade chamada CNJ “conselho nacional da Juventude” para que ? uma ministra da educação um ministro do ensino superior e secretários de estado para dar e vender para que? Então essas identidades não deveriam estar presentes e em caso de recusa agendar outra data . Onde estiverem eles ? Talvez e isto é um “suponhamos” Tiveram de colocar o prolongamento caudal no meio dos membros inferiores . Então temos um programa de debate sobre uma temática e não se chama os responsáveis pelo estado caótico ou os que de facto podem resolver o problema. O DRAMATURGO estava a jogar em casa pois este pais no que respeita aos jovens é uma ficção . Jornalista tendencioso este pois alem de a reportagem ter passado uma mensagem de manifestação com algumas partes ao léu dos estudantes essa mesma reportagem tem de ser imparcial, sendo assim deveria ter também focado o problema fundamental que era as propinas ou seja o porque dessa manifestação, terem tentado demover a imagem que fica associada ao protesto e incutir no espectador o porque do efeito causa daquela atitude. . O génese aqui da questão esta que uma vez mais usou se os jovens para share na televisão mas isso com todo o respeito que o faça um qualquer canal da televisão não um que é sustentado pelo contribuinte . Porque o que se passou naquele programa não foi debater nada de relevante , falou se falou se mas o resultado pratico do programa foi nulo ou quase nulo . Que soluções foram apresentadas ali? Que ideias foram debatidas? Alias ao olhar para o que se passou ali analisando algumas soluções a Universidade que aquele ilustre Doutor representava “ na existência da existência de precariedade “ tem 100% de empregabilidade , meu deus se for verdade é única no mundo com essa dimensão. E a Cervejaria da na sua maioria estágios remunerados e até parece que aquele indevido recebe e analisa pessoalmente os estagiários pois via se pela fluidez da sua léxico verbal que estava perfeitamente dentro do assunto que estávamos a debater . Tagarelar é fácil, o busílis é elaborar correctamente um pensamento.
    Como jovem sinto me indignado pelo debate de ontem que nada mais foi do que politizar algumas questões de certa maneira orientar uma opinião publica por si só já volátil em relação aos jovens . acredito numa velha máxima do direito que qualquer pessoa é pressuposta inocente ate se provar o contrario mas como alguém um dia escreveu “não há coincidências” Estaremos numa direcção encomendada do programa num caminho previamente decidido por uns em detrimento da liberdade ou que seja esta uma infeliz particularidade do tão dispendioso serviço publico da RTP. Proponho um debate serio, proponho que nos respeitem que nos olhem nos olhos não como uma corja mas sim como verdadeiramente o futuro deste pais. Que se sentem com os nossos lideres representantes e se debata sem medos sem visões românticas barrocas da questão mas sim com seriedade objectividade e sobretudo com clareza e soluções .
    Se os DEOLINDA escreveram uma canção que retrata um pouco do sentimento geral, já outros no passado o fizeram, a questão aqui é fundamentalmente querer resolver o problema dos jovens e só o vamos conseguir se nos unirmos se nos manifestarmos num caminho que nos possa levar não a uma encruzilhada mas sim a uma avenida repleta de soluções . Não é utopia é algo que se consegue almejar mas a vontade não tem de ser só nossa pois não se trata de dizer basta trata se de nós jovens estarmos a dizer estamos aqui , queremos resolver e de os órgão de decisão deste pais esses sim estarem a dizer basta BASTA DE NOS CHATEAREM BASTA DE VOS ATURAR
    BASTTA SEQUER DE VOS VER
    E sobretudo BASTA DE EXISTIREM .
    A Educação e a Escola; O Trabalho, o Emprego, a Profissão; Os Jovens e o Futuro: Expectativas e Aspirações; Usos do Tempo e Espaços de Lazer; A Convivialidade e a Relação com os Outros; Dinheiro e Bens Materiais; A Identidade Nacional e Social dos Jovens
    Estes e outros problemas foram debatidos no dia 28 de Fevereiro? Não vamos compactuar mais com uns minutos de televisão já previamente combinados e construídos numa direcção que em nada nos favorece. Não são manifestações que resolvem o problema mas também não é o não fazer nada . Não são discursos políticos ou menos políticos que nos vão ajudar . Não nos vamos acovardar sequer considerar a possibilidade de fêmea bovina expirar forte contracções laringo-bucais para os menos “atentos” NEM QUE A VACA TUSSA Portanto para a direcção de programas da RTP sem malícia e com toda a irreverência académica sugiro veementemente a Vossas Excelências que procure receber contribuições inusitadas na cavidade rectal O Homem começou a ser falso, usa artimanhas, corrompe, falsifica, burla, manipula os mais fracos (que quanto a mim não são fracos, mas sim talvez demasiado humildes) faz tudo para que possa ser melhor e mais rico que o próximo. Vivemos num mundo completamente desmesurado, onde existe uma enorme distancia entre riqueza e pobreza, ao qual nem chego a perceber o porque de tal, quando o próprio dinheiro e fabricado pelo Homem. Mas na mente humana o que importa e fazer da vida um complexo jogo de sobrevivência...Nunca compreenderemos se esta na nossa natureza viver deste modo assim, ou se haveria alguma outra alternativa. O que nao se admite e haver gente a ganhar rios de dinheiro e alguns nem tão pouco contribuem directamente para a evolução do pais, e pessoas que trabalham diariamente, praticamente vivem uma vida inteira a trabalhar, privam-se dos seus hobbies, das suas famílias, para receberem uma mísera que mal da para sobreviver... E nós jovens que vamos fazer ? Nuno Nabais
    Nuno Nabais | 03.03.2011 | 12.07Hdenunciar comentário
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  • Por favor, meus caros . . . !
    Não me façam rir . . . !
    À gargalhada . . . !
    Logo de manhã . . . !
    alexandre barreira | 03.03.2011 | 07.27Hver comentário denunciado
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