Fenprof considera que suspensão de alterações é "uma vitória"
O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) considerou hoje "uma vitória" a cessação de vigência das alterações curriculares no ensino básico, argumentando que essas mudanças só visaram "poupança à custa de despedimentos".
Em conferência de imprensa, Mário Nogueira afirmou que a cessação, aprovada hoje pela oposição na Assembleia da República, é "uma vitória para a escola, para o ensino, para os estudantes mas também para os professores".
Foram votados três pedidos de cessação de vigência, do PCP, PSD e BE, todos da mesma forma, com os votos contra do PS e a abstenção do CDS-PP.
O diploma em causa foi publicado em Diário da República a 02 de fevereiro com entrada em vigor a 01 de setembro e determinava a eliminação da área de projeto, limita o estudo acompanhado a alunos com mais dificuldades e reduz de dois para um o número de professores a lecionar Educação Visual e Tecnológica.
"Este decreto lei estava orientado num só sentido: a poupança à custa de despedimentos e dispensa de professores", afirmou Mário Nogueira.
O secretário-geral da Fenprof indicou que com a vigência do diploma, o Governo iria "dispensar entre 10 mil e 12 mil professores" de um conjunto que "pode atingir quase quarenta mil horários e portanto igual número de postos de trabalho".
Mário Nogueira admitiu que os currículos precisam de ser "prensados, mas com tempo" e com o envolvimento da Assembleia da República e do Conselho Nacional da Educação, que devem "lançar esse debate na sociedade".





2 comentários
Se a nogueira produz a . . . !
Noz . . . !
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