Logótipo XL |Automotor |Classificados |Correio da Manhã |Destak |Jornal de Negócios |Máxima |Record |Rotas & Destinos |Semana Informática
Guarda

Sócrates: Privatização da saúde para aumento da eficiência do sector “é um mito”

05 | 03 | 2011   19.20H

O primeiro-ministro, José Sócrates, defendeu hoje o Serviço Nacional de Saúde (SNS), considerando que a privatização da saúde, como contributo para a eficiência do setor, é “um mito”.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

“O mito da privatização da saúde como contributo para a eficiência na saúde é apenas um mito e não tem nenhuma base empírica, não tem nenhuma demonstração”, afirmou o primeiro-ministro na Guarda.

José Sócrates discursava após visitar as obras de ampliação do Hospital local e de ter procedido ao lançamento da empreitada de remodelação e requalificação da segunda fase da unidade, com o convite às empresas qualificadas no concurso, para apresentarem as propostas.

O primeiro-ministro que concluiu nesta cidade uma jornada de dedicada à saúde, com visitas aos hospitais de São João, IPO do Porto, Amarante e Lamego, disse que neste périplo teve ocasião de “desfazer o mito de que a medicina privada pode ser mais eficiente e mais barata do que o SNS”.

“Ora, os números mostram exatamente o contrário. O país onde se gasta mais por pessoa e por ano, é justamente o país do mundo que não tem SNS”, disse, referindo-se aos Estados Unidos da América.

Se Portugal pretende “melhorar a saúde”, é necessário “investir no SNS”, defendeu.

Na visita à Guarda, onde esteve acompanhado pela ministra da Saúde, Ana Horge, o primeiro-ministro reconheceu que as obras de ampliação do Hospital Sousa Martins (HSM) correspondem a um desejo antigo da população e dos profissionais de saúde.

“Oiço falar no novo Hospital da Guarda há 25 anos”, observou, para sublinhar a importância da obra para a região.

A ampliação do HSM, iniciada em 29 de maio de 2009, que integra a construção de um novo bloco, ficará pronta em julho, mas segundo Fernando Girão, presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Guarda (ULSG), “a mudança dos serviços só acontecerá em agosto”.

Com um investimento superior a 37 milhões de euros, contempla a construção de um novo edifício onde funcionarão a urgência geral, a unidade de cuidados intensivos, o bloco operatório, o serviço de anestesiologia, laboratório, cuidados intermédios e internamento de especialidades cirúrgicas, entre outros serviços.

A segunda fase, que irá iniciar-se após a conclusão da primeira, tem o valor base de 48,9 milhões de euros e destina-se à requalificação do edifício do ex sanatório Sousa Martins e de um bloco construído em 1997 e de dois pavilhões centenários.

A obra terá um prazo de execução de dois anos, prevendo Fernando Girão que a intervenção global no complexo hospitalar fique concluída em 2013.

O presidente da Câmara da Guarda, Joaquim Valente, reconheceu que a obra “era uma legítima aspiração e ambição do povo da Guarda e do distrito”.

O HSM serve uma população de cerca de 180 mil habitantes do distrito da Guarda, com exceção dos concelhos de Aguiar da Beira e de Vila Nova de Foz Côa.

Saiba mais sobre:
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE