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Igualdade

Governo defende auto-regulação para pôr mais mulheres a liderar empresas

10 | 03 | 2011   12.40H

O Governo vai seguir a estratégia de auto-regulação para cumprir o apelo da vice-presidente da Comissão Europeia de colocar mais mulheres na liderança de empresas, mas a secretária de Estado da Igualdade admite poder adotar quotas.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Portugal “adotou a estratégia de auto-regulação” mas “concordo com as quotas como princípio transitório”, disse à Lusa Elsa Pais, sublinhando, no entanto, que essa discussão ainda não foi formalizada pelo executivo.

A vice-presidente da Comissão Europeia, Viviane Reding, afirmou na terça-feira que as empresas europeias têm um ano para colocar mais mulheres em cargos de poder, sob pena de Bruxelas estabelecer um sistema de quotas em 2012.

No âmbito das comemorações do Dia da Mulher, Viviane Reding fez um ultimato às companhias para que auto-regulem a incorporação das mulheres nos conselhos de direção. Para Reding, a presença do sexo feminino nas administrações “traz mais benefícios” às empresas.

“Concordo com este apelo”, referiu a secretária de Estado, sublinhando que a vice-presidente da Comissão Europeia só defende a introdução de quotas “se a estratégia de auto-regulação não funcionar”.

Por isso, a secretária de Estado da Igualdade e o Ministério do Trabalho vão apresentar aos parceiros sociais do Governo uma proposta para promover a igualdade entre homens e mulheres no trabalho.

Um plano sobre o qual Elza Pais preferiu não avançar pormenores, adiantando apenas que “ainda está a ser definido” mas que será apresentado “em breve” pela ministra do Trabalho.

Admitindo que a legislação portuguesa não permite obrigar empresas privadas a nomear mais mulheres para os seus conselhos de administração, a secretária de Estado reconheceu que a eventual adoção de quotas terá de passar por uma resolução do conselho de ministros e lembrou que essa não pode ser “uma solução para a vida inteira” e “só pode ser adotada como medida extrema”.

O apelo da vice-presidente da Comissão Europeia teve por base os últimos números do Eurostat, segundo os quais só 12 por cento dos membros dos conselhos de administração de empresas da UE são mulheres.

Por isso, Viviane Reding garantiu que a Comissão Europeia vai "vigiar o que se passa nas cúpulas das empresas no próximo ano" e, caso a situação se mantenha igual, serão tomadas medidas.

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Foto: 123RF
Governo defende auto-regulação para pôr mais mulheres a liderar empresas | © 123RF

1 comentário

  • Parabéns Viviane Reding por esta iniciativa iigualdade de trabalho entre homens e mulheres elas deviam ter mais benefícios, são esposas, mães e trabalhadoras, ela está incubida de realizar todas estas tarefas. " A nmulher é um ser inteligente " Parabéns a todas as mulheres por todo o mundo.
    Inês | 10.03.2011 | 13.13H
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