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Rui Rio

«Câmara do Porto ainda deve 32 milhões de euros do Euro 2004»

15 | 03 | 2011   09.46H

A Câmara Municipal do Porto terminou 2010 com uma dívida é banca de “125,7 milhões de euros”, menos quatro milhões do que ano anterior, revelou o presidente da autarquia na segunda-feira à noite, na Assembleia Municipal.

Rui Rio salientou que, desse montante, 32 milhões são ainda do Euro 2004 e das obras que a autarquia realizou então.

“Vamos ter 15 aninhos das nossas vidas a pagar campos de futebol e acessos”, apontou o autarca, que desde sempre criticou esses investimentos.

Rio avançou outros números sobre a execução orçamental do município referente ao ano passado, embora ainda com “caráter provisório”, segundo ressalvou, tendo frisado, por exemplo, que “as despesas com pessoal baixaram 3,2 por cento”

No final do ano passado, a Câmara do Porto tinha nos seus quadros 2.725 trabalhadores, menos 58 do que um ano antes.

Neste capítulo, Rio avançou que a autarquia terá menos 139 trabalhadores até ao fim deste ano. Vão sair 173 e entrar 34, 20 dos quais para os corpo de sapadores bombeiros.

“Só entra um por cada cinco que saem”, especificou.

Os dois primeiros meses deste ano registaram “um crescimento de da receita corrente de 8, por cento” e uma queda residual de 0,2 por cento na despesa corrente, informou também.

No que à atividade municipal diz respeito, Rio destacou, novamente, o acordo alcançado com o Governo para que o trânsito urbano passe da PSP para a Polícia Municipal, algo que também irá acontecer em Lisboa, e o projeto para criar bombeiros metropolitanos.

“Fazia sentido que os sapadores do Porto e de Geia se juntassem e a eles se juntassem os bombeiros voluntários”, defendeu, informando que, também aqui, “o Porto e Lisboa “manifestaram ao Ministério da Administração Interna vontade de fazer essa reforma”.

Para Rui Rio, “lucram todos os concelhos” que fazem parte das áreas metropolitanas, incluindo aquelas que não têm sapadores, porque “transferem dinheiros para os bombeiros voluntários”.

A CDU disse que a STCP (Sociedade de Transportes Coletivos do Porto) tenciona cortar mais carreiras, “o que vai levar a uma diminuição da oferta”.

“Não ouvi falar disso, mas deve-se reforçar o transporte público e não diminuí-lo”, indicou Rui Rio.

Foi também a CDU que questionou Rio sobre o projeto para a criação de um Museu do Carro Antigo, lembrando que, em contrapartida, o Museu da Ciência vai fechar portas.

“Já sabíamos que Rui Rio tem um fétiche político, que são os carrinhos”, ironizou o deputado comunista Belmiro Magalhães.

O autarca portuense esclareceu que a autarquia encomendou “um projeto” para o Museu do Carro Antigo na cidade, “porque há uma grande vontade de pessoas que têm carros antigos” nesse sentido, e disse que “não é a Câmara que o vai fazer”.

“A Câmara vai oferecer esse projeto a quem o queira fazer”, afirmou.

CDU e Bloco de Esquerda colocaram-lhes, uma vez mais, algumas questões sobre o Teatro Rivoli e o estado em que o encenador Filipe la Féria o deixou.

Rio garantiu que o Rivoli “está muito melhor do que há quatro anos”, quando Filipe La Féria assumiu a sua gestão e direção artística.

“Ele teve um comportamento correto. Não ficou a dever nada à Câmara Municipal”, elogiou, sem, contudo, fazer luz acerca de como será o futuro desta sala portuense.

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Foto: © Destak
«Câmara do Porto ainda deve 32 milhões de euros do Euro 2004» | © © Destak

2 comentários

  • Óhhh Gertruidez... Num tekeres ir phoder?...
    1933 | 15.03.2011 | 14.04Hver comentário denunciado
  • Neste capítulo, Rio avançou que a autarquia terá menos 139 trabalhadores até ao fim deste ano. Vão sair 173 e entrar 34, 20 dos quais para os corpo de sapadores bombeiros. Desde que os que saiam não vão apenas com 600,00€ de reforma e entrem 34 a auferir 3.500,00€ tudo bem. É que 173 x 600 = 103.800,00€ mês, enquanto que 34 x 3.500,00€ = 119.000,00 e a despesa publica aumenta , piois aumenta. É o que se está a passar na Administração Pública. Saem muitos mas os poucos boys e girls que entram acabam por aumentar a despesa.
    Os dois primeiros meses deste ano registaram “um crescimento de da receita corrente de 8, por cento” e uma queda residual de 0,2 por cento na despesa corrente, informou também. Pois é e esta receita é de quê? do contribuinte pois a autarquia não tem petróleo, ouro ou diamantes nem se dedica à agricultura ou à industria. Ora porra, sugam-nos até ao tutano para gastarem milhões em obras faraónicas.
    Nós pagamos a água, a luz, o lixo, as luvas dos lixeiros, os caixotes do lixo, a autorização dos canos passarem pelo terreno da autarquia (mas este pagamento deveria ser pago por aquele que fornece a água ou a electricidade e não pelo consumidor), uma ilegalidade consentida.
    E o Povo continua impávido e sereno e não reage, por enquanto.
    Isto é de doidos mesmo. Ladrões.
    Gertrudes Silva | 15.03.2011 | 11.14Hdenunciar comentário
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