Linhas de muito alta tensão

Processo é "muito mais amplo" do que enterrar um troço - Câmara de Almada

16 | 03 | 2011   21.56H

A presidente da Câmara Municipal de Almada (CDU) afirmou hoje que o processo das linhas de muito alta tensão no concelho é “grave” e “muito mais amplo” do que a decisão de enterrar um troço de uma linha.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

No início da reunião de Câmara, o vereador social-democrata Nuno Matias questionou Maria Emília de Sousa sobre a “inviabilização da proposta feita à autarquia pela REN e pela Estradas de Portugal (EP) para enterrar o troço da linha de muito alta tensão entre Lazarim e Palhais”, que deverá ser instalado paralelamente ao IC32, por “falta de resposta atempada” por parte do executivo.

O vereador quis ainda saber “por que razão demorou tanto a resposta da autarquia à solicitação da EP para que a Câmara apresentasse propostas para as melhorias no nó de acesso entre o IC32 e o IC20, nas Casas Velhas”.

Em resposta, a presidente da Câmara explicou que, no caso da linha de muito alta tensão, “está em causa um processo de tanta responsabilidade que não pode ser tratado de forma parcelar”: “Estamos a falar de 17 quilómetros de linha, entre Fernão Ferro e Trafaria. O troço Lazarim-Palhais é apenas uma parte do problema e não chega a três quilómetros”, afirmou.

Na perspetiva da autarca, a proposta feita pelas entidades para enterrar este troço da linha foi “um rebuçado” que a EP tentou dar à autarquia a troco da desistência do processo judicial interposto em conjunto com as Juntas de Freguesia da Charneca, da Costa da Caparica e da Trafaria.

“Não íamos abrir mão de tudo e esquecer todos os problemas que estão em cima da mesa. Está em causa a saúde das populações”, acrescentou, realçando que “Almada não está disponível para manobras de diversão”.

A outra questão, disse, “tem que ver com o IC32, em que há muitos aspetos por esclarecer”. A autarca lembrou que “o percurso entre o Lazarim e o Funchalinho, que, de acordo com a Declaração de Impacte Ambiental (DIA), devia ter duas faixas, está no terreno a estender-se a três”.

“Depois é preciso perceber onde começa e onde acaba, afinal, o IC32. Porque de acordo com o Plano Rodoviário Nacional o troço Lazarim-Casas Velhas não faz parte do projeto e aparece à cambalhota dentro do nosso concelho”, disse.

Maria Emília de Sousa sublinhou ainda que “também aqui está em causa a saúde das populações", porque "se as três vias se mantiverem há muitos prédios que ficam praticamente em cima da estrada" e "isto vai trazer problemas à qualidade de vida das populações”.

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Processo é "muito mais amplo" do que enterrar um troço - Câmara de Almada | © DR

2 comentários

  • Será que o vereador Nuno Matias tem alguma "promessa" da REN para que seja enterrada essa linha de MAT de 3 Klm e permuta dos 17 klm aerios? porquê a REN não aproveitar as obras da IC32 e enterrar os cabos?
    O Atento | 17.03.2011 | 18.57Hdenunciar comentário
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  • Enterrem é só pedir dinheiro Alemanha.
    Milhazes | 17.03.2011 | 05.08Hdenunciar comentário
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