O que vai na cabeça das mulheres
José Luís Seixas, Luísa Castelo-Branco e Pedro Rolo Duarte reuniram-se ontem, na FNAC do Chiado, para debater o que vai na cabeça das mulheres. O pretexto era o “Guia para Ficar a Saber Ainda Menos sobre as Mulheres”, de Isabel Stilwell .
Porque é que as mulheres não dizem o que querem directamente? Será que um homem consegue viver com uma mulher burra? E homens que choram, há de facto alguma mulher que os queira, ou continuam a preferir homens de barba rija, que sabem mudar o pneu do carro? E porque é que com tantas redes sociais, telemóveis e pontos de encontro, ainda há tantos homens e mulheres sozinhos?
Não são questões fáceis, mas o painel que esteve reunido na FNAC do Chiado para debater o “Guia para Ficar a Saber Ainda Menos sobre as Mulheres”, de Isabel Stilwell encontrou respostas para todas elas, para divertimento da assistência que ali se reuniu ao fim do dia de ontem, para os ouvir.
José Luís Seixas, advogado, Luísa Castel-Branco, escritora, ambos cronistas do Destak, e Pedro Rolo Duarte, jornalista e escritor, foram os peritos convocados para um fim de tarde diferente. Isabel Stilwell, directora do Destak e autora do livro, moderou o debate, sempre que conseguiu parar de rir.
Já agora, quer saber as respostas que deram às perguntas acima? Fique com algumas...
1. As mulheres querem que os homens lhes adivinhem os pensamentos, por uma qualquer mutação genética estranha, diz Luísa Castelo Branco, porque objectivamente é mais de meio caminho andado para andarem desiludidas.
2. A questão não é se um homem consegue aturar uma mulher burra, mas sim por quanto tempo é que o consegue fazer. O factor tempo, nesta questão, diz José Luís Seixas, é a chave da resposta.
3. Preferem homens que mudem os pneus furados, decididamente. E que não sejam metrosexuais, nem façam depilação. Homens sem pelos, sem carpélio, não servem, garante Luísa Castel-Branco.
4.Há mulheres sozinhas? Mas onde estão, podem dar-me os contactos, pediu Pedro Rolo Duarte. Para passar a um registo de resposta mais sério: As pessoas são provavelmente hoje tão felizes, em média, como eram, mas a tolerância baixou, e provavelmente não aceitam ficar juntos só porque sim. Por isso passam períodos em que estão com outras, e são muito felizes, e outros em que estão sozinhas, e estão muito felizes também.







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