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Crise

Juncker diz que resgate a Portugal no valor de 75 mil milhões seria "apropriado"

24 | 03 | 2011   14.36H

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, considerou hoje “apropriado” um resgate a Portugal no valor de 75 mil milhões de euros.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Numa entrevista ao canal de televisão France24, citado pela agência de notícias France Presse, o líder dos ministros das Finanças da zona euro considerou que se Portugal pedir ajuda aos parceiros europeus, um empréstimo no valor de 75 mil milhões de euros seria “apropriado”.

A Grécia foi o primeiro país a pedir a ajuda da Europa, em abril de 2010, tendo sido acordado um resgate ao país no valor de 110 mil milhões de euros. Já a ajuda à Irlanda, cujo pedido oficial aconteceu em novembro último, ascendeu a 85 mil milhões de euros.

Também hoje, de acordo com duas fontes europeias citadas pela agência de informação Bloomberg, o empréstimo a Portugal poderá situar-se entre 50 e 70 mil milhões de euros.

No entanto, estas fontes que pediram anonimato recordaram que estes valores são preliminares já que não há qualquer pedido de ajuda por parte de Portugal.

O pedido de demissão do primeiro-ministro, José Sócrates, na quarta-feira fez regressar o debate acerca de um resgate de Portugal pelo Fundo Europeu de Estabilização Financeira, que conta com a participação do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O Royal Bank of Scotland estima o custo do resgate em 80 mil milhões de euros. Já Giada Giani, economista do Citigroup, afirmou à Bloomberg TV que Portugal pode precisar de 100 mil milhões de euros.

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2 comentários

  • Concordo com o Palhavã diz...Mas permita-me acrescentar o seguinte: UM RAPAZITO, COM AS CALÇAS DO PAI, JÁ É UM HOMEM!
    SE TIVERMOS UMA AJUDINHA BOA,SEMPRE PESCAMOS MELHOR | 24.03.2011 | 19.58Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Já diz o ditado chinês: dá um peixe a um pobre e voltará a ter fome, ensina-o a pescar e jamais voltará a ter fome.
    O que Portugal mais precisa é de produzir, pois país que não produz não tem futuro e a UE é, em grande medida, responsável pela actual situação de Portugal, já que foi a UE que nos impôs quotas de produção, pagou para arrancarmos uma grande parte das nossas vinhas, para deixarmos vastas propriedades agrícolas ao abandono, etc... É preciso contestar essas quotas e relançar a agricultura e a pesca para fazer face às necessidades básicas de Portugal reduzindo ao mínimo indispensável as importações. É igualmente necessário valorizar e aproveitar os nossos recursos humanos, incluindo engenheiros, investigadores, inventores etc. para inovar em várias frentes nos diversos ramos da indústria em vez de nos contentarmos em copiar os outros, deixando fugir para o estrangeiro os excelentes cérebros que existem na nossa nação. Nós somos capazes!!! Só precisamos de ânimo, coragem e vontade para nos tornarmos verdadeiramente independentes!
    Gustavo Palhavã | 24.03.2011 | 16.33Hdenunciar comentário
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