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Ambiente

Portugal reduz emissão de quatro gases poluentes e cumpre limites internacionais

24 | 03 | 2011   15.12H

Portugal está a sujar menos o ar ao reduzir a emissão de gases poluentes, grande parte produzidos pelo setor energético, e em 2009 cumpriu os limites definidos internacionalmente, afirmou hoje o secretário de Estado do Ambiente.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Os dados para 2009 do inventário nacional de emissões de poluentes atmosféricos revelam "bons resultados na redução de emissões de dióxido de enxofre, óxidos de azoto, compostos orgânicos voláteis e amónia", que são ou acidificantes, responsáveis pelas chuvas ácidas, ou substâncias eutrofizantes, que fazem com que as águas fiquem com excesso de nutrientes, como explicou Humberto Rosa.

O governante disse à agência Lusa que de 2008 para 2009, "em cada um destes poluentes, houve reduções, em alguns casos muito significativas. Por exemplo, o dióxido de enxofre desceu cerca de 31% em relação a 2008", devido à diminuição do consumo de fuelóleo na produção de energia elétrica, ao funcionamento dos sistemas de dessulfurização de duas centrais termoelétricas a carvão e à redução da quantidade de crude utilizado nas refinarias.

Além desta redução, os dados do inventário, já comunicados a nível internacional, apontam para uma descida de 3,2% das emissões de óxidos de azoto, no seguimento da diminuição de consumos de combustíveis na produção de cimento ou nos veículos pesados de mercadorias.

As emissões de compostos orgânicos voláteis não-metânicos caíram 7%, principalmente devido à redução dos consumos de combustíveis em veículos de passageiros e motociclos.

A quantidade de amónia que foi para a atomsfera a partir de Portugal desceu 1,7%, comportamento justificado pelo decréscimo de produção na indústria química e dos consumos de combustíveis na produção de cimento.

Quer no caso dos gases com efeito de estufa, quer de outros poluentes, "Portugal está a poluir menos, o que são sempre boas notícias" e um sinal de "evolução no sentido de desenvolvimento sustentável", resumiu Humberto Rosa.

O secretário de Estado apontou que "há uma parte que tem a ver com a crise económica, com redução de atividade, [mas] há uma outra parte que não tem a ver com isso, o que é patente no facto de o consumo de carvão para produção de eletricidade ter aumentado 13% de 2008 para 2009" e as emissões dos poluentes que produz não subiram.

Neste casos, a explicação relaciona-se com a existência de sistemas de tratamento de gases poluentes instalados em unidades de produção elétrica que reduzem "significativamente" as emissões de dióxido de enxofre.

Além do setor energético, responsável por grande parte destes poluentes, o setor cimenteiro é outro exemplo da instalação de sistemas de filtros e, em algumas unidades, da procura de combustíveis alternativos mais sustentáveis, como biomassa ou combustíveis derivados de resíduos, especificou o responsável do Ministério liderado por Dulce Pássaro.

Quanto ao futuro, "quer pelo factor da penetração de alternativas, como energias renováveis e outros combustíveis, quer em parte por efeito da crise económica, estamos convencidos que 2010 continuará a ser um ano favorável" nesta área, defendeu Humberto Rosa.

Além dos limites definidos no Protocolo de Gotemburgo, desde 1999, a União Europeia adoptou também para 2010, através de uma diretiva própria (Diretiva Tetos), tectos de emissão mais restritivos para aqueles poluentes.

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