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Greve/Transportes

Centenas de pessoas aguardaram de manhã por um autocarro que as levasse ao emprego

29 | 03 | 2011   09.48H

Centenas de utentes do Metropolitano de Lisboa aguardaram hoje longos minutos à chuva por autocarros que os pudessem levar ao trabalho devido à greve dos trabalhadores convocada para esta manhã.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Na estação de metro do campo Grande, pelas 08:00, eram poucas as pessoas que aguardavam a abertura das portas do Metropolitano, que no entanto só devem abrir depois das 11:30.

Na rua e à chuva eram centenas as pessoas que aguardavam hoje longos minutos por um autocarro vazio que as levasse ao emprego ou à escola.

É o caso de Rui Mendes, que nas mais recentes greves do metro tem esperado “sempre uma hora ou uma hora e meia” por um autocarro.

Utilizador diário do metro, não acredita que a greve seja a “melhor arma política” e apela “a eleições rápidas”.

Amália Romão chegou à fila do autocarro n.º 36 no Campo Grande às 07:15. Uma hora depois tinha ainda cerca de 40 pessoas à sua frente.

“A minha vida tem sido dificílima [devido às greves]. A minha e de toda a gente, não temos alternativas e por isso temos de esperar” desabafou.

Esta utilizadora acredita que toda a gente tem direito à greve, mas pensa que “esta não é a melhor altura”.

“Com o Governo demissionário que agora temos não vale a pena fazer greve porque não há ninguém para ouvir as reivindicações dos trabalhadores”, considerou Amália Romão.

Os trabalhadores do metro estão reunidos desde as 08:40 em plenário no Campo Grande para decidir se continuam a greve ou se a suspendem até à formação de um novo Governo.

Os trabalhadores têm agendadas novas greves para 5 e 7 de abril.

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