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O resultado desta dita "avaliação" é semelhante à revolução cultural dos maoistas; os melhores professores saíram das escolas, reformaram-se todos, e só lá ficaram os inexperientes e os incompetentes. Agora já não vai a tempo. A História há-de condenar este crime, mas quando isso acontecer já não vai a tempo para os nossos filhos.
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Mais uma vez a avaliação de professores!? Fale-se é de educação ou da falta dela ! Ainda hoje assistimos à barbárie das claques de futebol, neste caso do Benfica. Insisto em que para além da falta de educação, trata-se de um problema de má estratégia policial. Farto-me de referir que esta forma de conduzir adeptos a um estádio de futebol é criminosa, repito crimosa! Senhores estrategas das polícias, ganhem juízo. Isto nunca se faz desta forma, muito menos com um grande grupo em "caixa de segurança", como lhe chamam. Isto é um convite à violência. Neste país anda tudo ao contrário! Concordaria se os conduzissem de cabeça para baixo e de pernas para o ar. é por estas e outras que tais (corrupção, salários exagerados...) que eu não vou aos estádios de futebol, faz anos e anos e, ainda, não pago canais de desporto fechados. Bons portugueses, deixem-se de ser tolos. Deixem esta vergonha de dirigentes e respectivas claques auto-sustentarem-se e diglariarem-se.
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Tenho 35 anos de ensino. Sei que começou por ser Ensino-Secundário e transitou para Ensino Superior, sem que o próprio sistema e este upgrade fossem avaliados. Lá dentro tenho sido, mas mais recentemente, «avaliada». Entre aspas porque é maneira de dizer. A alguns não lhes reconheço a menor competência, intelectual, para me avaliarem. Esses são os mais novos, talvez até doutorados e bem falantes, de palavras caras, mas piouca utilidade pois não se referem a nada de muito concreto e fica tudo meio equívoco... Outros, mais velhos e do meu tempo, não perdem tempo a pensar em avaliar-me. Sabem que sei e cumpro. Que os alunos não levantam questões, e essa é a melhor forma de ser avaliado: os alunos sentirem que aprendem. Outras avaliações, bem fundamentadas teoricamente, que me tivessem ajudado a fazer melhor? Bem quis, talvez quando ia em 20 anos de casa, mas ninguém apareceu ou as sugeriu. Fiz sempre tudo sózinha, o melhor que podia e sabia, e hoje, tanto tempo depois, estou, sinceramente, orgulhosa e feliz pela maneira como trabalhei. Fui bastante e continuo (agora mais do que nunca) a ser enganada pela minha entidade patronal, mas nunca enganei os alunos. Sempre soube esforçar-me para melhorar, e mais do que esta avaliação - a minha - nenhuma outra a superou. Thanks God
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NINA, ninguém falou em ordenados. um bom professor deve ser reconhecido e bem pago. 1000 euros é pouco para um bom professor, é muito para um mau. precisamente para distinguir os bons e maus e os assim-assim é q devia existir uma avaliação. e precisamente para reduzir a burocracia, o ministério queria criar o cargo de professor titular, com menos aulas e mas responsabilidades de gestão/coordenação. agora, com o chumbo desta e de outras leis nos últimos dias, vamos andar anos para trás, de novo, tal como o povo gosta e a oposição aproveita para fazer.
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Nina,
Respondo-lhe apenas isto: acha justificável que haja profissões com "progressão automática na carreira"?
Ou acha que qualquer médico pode ser chefe de serviços no hospital, qualquer polícia pode ser oficial, ou qualquer juiz pode chegar ao Supremo?
E isto, note-se, num país que não tem dinheiro ...
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Com o devido respeito, ainda gostaria de saber o que alguns senhores comentadores percebem de educação, tantos são os disparates que escrevem. Nos últimos anos, convencionou-se que os professores eram o alvo a abater e todas as atenções se viraram para eles. Até parece que são os culpados desta crise. Antes, limitavam-sa à inveja do seu estatuto e das suas regalias que não eram tantas como se julga, diga-se. Acontece que esta profissão tem, como todas as outras, determinadas especifidades que impõem tratamento diferenciado. É nobre a arte de ensinar e não é bom professor quem quer mas quem sabe e se dedica de corpo e alma a tal tarefa. O bom professor vive a escola 24 horas por dia. É pai, mãe, amigo, confidente, psicólogo, médico, assistente social... e, a juntar a tudo isto, o mediador entre as famílias, as instituições e a comunidade. Ora, isso, tem que ser distinguido dos demais funcionários públicos Não tomem nunca a nuvem por Juno! Como em tudo há os melhores e os piores. Também sei que muitos não deveriam sequer colocar os pés nas escolas, mas como detectá-los aquando das suas formações!? Este problema é extensivo a todas as classes profissionais. Para corrigir tais males existem os processos disciplinares e outros que tais. Esta avaliação de que se fala não resolve nada porque não prevê a exclusão dos maus profissionais. Trata-se pois de um "fait-diver", sem qualquer efeito que não seja a criação de conflitos entre pares e o consequente mal-estar nas escolas. Ora, se critério é meramente economicista, pois que se limitem as percentagens de progressão e basta. Não esqueçam que eles são avaliados diariamente por todo o universo em que estão inseridos. Deixem que seja órgão de gestão e pedagógico a fazer uma seriação e a promover os do topo, livres de burocracias e critérios sem pés nem cabeça, emanados da 5 de Outubro. Sempre defendi e defendo que a forma menos injusta de avaliar os professores seria a introdução de exames e os resultados dos mesmos. Sei que há mil e um argumentos contra esta tese, mas creiam que seria a mais justa e a mais eficaz, com a vantagem de cada professor trabalhar mais e os alunos ficarem melhor preparados. Sou do tempo em que muitos professores levavam os seus alunos para casa em horários pós-lectivos para os ajudarem e assim obterem bons resultados. E, olhem que não eram obrigados a fazê-lo. Era uma questão de prestígio e de honra! Agora, infelizmente, a realidade é bem outra e a burocracia ocupa 50% do tempo dos professores, mesmo em horários pós-lectivos. Eles são relatórios e mais relatórios, planificações e mais planificações, projectos e mais projectos.... Diria que nem sequer lhes sobra tempo para fazerem o que devem: preparar as suas aulas e leccionar. Deixem-se de demagogias baratas e tentem saber a realidade do dia-a-dia dos professores. E, por último, acham que 1000 euros de salário para professores em início de carreira é demais? Contratem um operário qualquer para pequenas reparações em casa e vejam quanto ele lhes cobra!
Enfim, fico-me por aqui.
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amigo Albicastro, já vai tarde. vamos todos voltar ao regabofe de antigamente. já ouvi professores a comentarem que agora já podem voltar a não fazer nenhum, como dantes. conheço tb bons professores que ficaram frustrados com esta situação pq os maus professores acabam por voltar a mandar na coisa.
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Comecem por explicar aos srs. professores que, para exercerem as suas FUNÇÕES de professor, tem que efectuar diversos TRABALHOS (ensinar, ver testes, confirmar que os alunos perceberam, etc.), e que dessas funções e trabalhos resultam RESPONSABILIDADES perante os alunos, os pais, a comunidade e já agora, o Estado.
E convinha igualmente explicar a diferença destas conceitos aos alunos. Sobretudo aos mais novos.
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Analfabetismo e iliteracia não são uma e a mesma coisa. Um povo iletrado pode muito bem não ser analfabeto e, muito menos, inculto. Sou dos que prefiro um humano iletrado a um burro doutor, reforçando o velho ditado que refere que "um burro carregado de livros é doutor". Desses há-os por aí às carradas. Não serei mais um deles porque, a mim, nunca ninguém me distinguiu com tal epíteto ou honraria.
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Tanta coisa com as avaliações, particularmente com a dos prossores que fico completamente estupefacto. Por acaso isso melhora a qualidade do ensino? Que avaliem, isso sim, as políticas educativas e os dirigentes da 5 de Outubro que se mantêm lá "ad eternum". E será justo que o governo só seja avaliado de quatro em quatro anos, no final de ciclo? Também sou dos que entendem que os sindicatos são elementos perturbadores e que a sua exist~encia só se justifica para alimentar milhares de parasitas que não fazem nada. A maioria das pequenas manifestações são compostas por dirigentes sindicais que estão destacados a tempo inteiro e comparecem a todas para manterem os tachos. Há muito que mudar, também aqui. Este país esbanja dinheiro por tudo o que é associação que só serve os interesses dos próprios. Conheço muitas destas onde os órgãos dirigentes são todos familiares. Enfimmmmmmmmmmmmmm
Fifi....não havia analfabetos??????? Mais que muitos! Em 74 quando cheguei a portugal sempre que ia a uma repartição pública tinha que preencher os papéis de alguém que n sabia ler nem escrever. O ensino era de qualidade para os mais capazes...os outros iam ficando pelo caminho, muitos nem da 1ª classe passavam. Na minha aldeia havia uma escola e num raio de aí 10km n havia mais nenhuma. Vinham a pé, pelos pinhias...a maioria desistis sem fazer a 4ª classe. ainda há quem tenha memória!
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Se nem este modelo, que até foi negociado com os sindicatos, não serviu, parece-me que nunhum servirá, porque os professores não querem ser avaliados, embora digam repetidamente o contrário.
BOA MEMORIA, avaliação essa que os sindicatos querem ver revogada. eu sei que muito disto é espuma para eleitor ver e para as pessoas pagaram a quota do sindicato, mas estas coisas provam que os políticos honestos e trabalhadores (de qq partido, tanto no governo como na oposição) acabam por ser deitados abaixo assim que há hipótese, pelos que são corruptos e aldrabões.
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Senhora Ana Borges, eu não me manifestei contra a avaliação dos professores. Apenas disse que ela existe informalmente e mais fidedigna que outra qualquer formal. Por outro lado, no tempo do Salazar havia grande iliteracia, sim, mas não o analfabetismo que refere. Como sabe, o ensino era obrigatório até ao 4.º ano de escolaridade. Aí, poderíamos dizer que havia acentuadas taxas de insucesso porque os programas eram muito vastos e exigentes. Hoje o insucesso só não existe porque todos os alunos transitam de ano, ainda que não saibam: ler, escrever, operar... Por outro lado, eu falei em educação e não em escolaridade. E, educação existia em todos os quadrantes da vida social portuguesa e no seio das famílias. O que vemos hoje é uma sociedade sem regras e sem princípios que não respeita nada nem ninguém e que só apelam para os seus direitos, esquecendo os seus deveres. Lamento que assim seja e sei que este estado de coisas, obrigatoriamente, irá mudar. Para esta mudança, além das famílias e da sociedade, impõe-se uma escola com mais autoridade e maior rigor.
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O ana borges vai te informar. todos os funcionarios publicos sao avaliados, inclusive os medicos. E em todos os estabelecimentos e organismos publicos ha livro de reclamacoes. JA o pediste alguma vez?
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oh FIFI, no tempo da outra senhora não havia educação, havia 90% de analfabetos. obviamente que os professores não eram avaliados. ou eram do regime ou não eram, era a única coisa que interessa. TODA a gente é avaliada, em qq emprego normal. os únicos do país que não são avaliados são os funcionários públicos e os casos mais graves são os professores e os médicos, profissões onde um mau profissional pode dar cabo da vida de alguém. obviamente que o cavaco não vai revogar nada, ele está do lado dos preguiçosos, foi ele que os meteu lá qd era primeiro ministro.
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Brincamos, é? Então, mas este presidente faz o quê? É omisso em tudo, excepto falar quando não deve. Custa-me muito que o meu país seja governado por gente desta. Já pensei exilar-me ou, até, mudar de nacionalidade, mas é nas horas difíceis que devemos estar unidos e mostrarmos a nossa raça. Por onde andarão: o Afonso Henriques, o Nuno Álvares, o Duarte Pacheco... Em contrapartida, só nos aparecem "sebastiões" e magos que criam a ilusão e fazem desaparecer as coisas. Até a educação se foi. No tempo da outra senhora havia educação e os professores não precisavam de ser avaliados para nada. Aliás, eles são avaliados todos os dias pelos seus pares, pelos órgãos de gestão, pelos alunos, pelos pais e pela comunidade educativa em geral. Nos respectivos meios, toda a gente sabe quem são os excelentes, os muito bons, os bons, os medíocres e os maus. Mas se não há forma de correr com os medíocres e com os maus, para quê a avaliação? Ninguém tem dúvida que o único critério é economicista. Então, que fixem quotas de progressão na carreira e cada Conselho Executivo que decida quais os elementos a pomover, através de regras claras e objectivas. Apesar de tudo, a avaliação de professores é muito complexa porque as variáveis são imensas. Trabalhar com cérebros humanos não é tarefa fácil de avaliar. E tem mais: os melhores tecnocratas, normalmente, são os piores professores e, paradoxalmente, são os mais visíveis e, aparentemente, os mais competentes. Pura ilusão !
Quando ao veto ou não veto, o Cavaco que cuide da Maria dele e das ovelhas de Boliqueima e deixe o país avançar sem mais entraves.
22 comentários
Respondo-lhe apenas isto: acha justificável que haja profissões com "progressão automática na carreira"?
Ou acha que qualquer médico pode ser chefe de serviços no hospital, qualquer polícia pode ser oficial, ou qualquer juiz pode chegar ao Supremo?
E isto, note-se, num país que não tem dinheiro ...
Enfim, fico-me por aqui.
E convinha igualmente explicar a diferença destas conceitos aos alunos. Sobretudo aos mais novos.
Que não há portugueses . . . !
Com tratamento . . . !
VIP . . . ! ! !
Quando ao veto ou não veto, o Cavaco que cuide da Maria dele e das ovelhas de Boliqueima e deixe o país avançar sem mais entraves.