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Crise

“Sem reduzir o défice externo, não temos condições para permanecer no euro” – João Ferreira do Amaral

29 | 03 | 2011   18.16H

O economista João Ferreira do Amaral considerou hoje que, se Portugal não conseguir reduzir o défice externo, terá a prazo de sair da zona euro, criticando ainda as conclusões da última cimeira europeia, que disse serem “completamente negativas”.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

“Se não conseguirmos reduzir o défice externo, a prazo não teremos grandes condições para permanecer no euro, porque não podemos recorrer ao financiamento externo da forma como recorremos no passado”, disse Ferreira do Amaral, em declarações à agência Lusa, à margem do seminário "Europa 2020 – uma Estratégia para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo”.

“Já ninguém, ou quase ninguém, hoje nos empresta de boamente. Se ficarmos sem financiamento externo, isso implica uma saída do euro”, acrescentou, referindo que “o único antídoto” contra essa situação é “reduzir as necessidades de financiamento externo”.

Para Ferreira do Amaral, é necessário adotar políticas orçamentais, de crédito e de emprego para apoiar a produção de bens transacionáveis, para reduzir “gradualmente e de forma controlada” o défice externo.

“Se o nosso pais não conseguir ou for impedido pelas instituições comunitárias de realizar um programa de prazo longo de discriminação positiva dos bens transacionáveis, então não terá condições de pertencer à zona euro e teremos, de uma forma ou de outra, de sair a prazo provavelmente não muito longo”, afirmou o professor de economia.

Ferreira do Amaral criticou ainda as conclusões da cimeira europeia, na última semana, que disse refletirem sobretudo a forma alemã de ver a economia.

“O que está em causa são as teses alemãs de que a competitividade é exclusivamente uma questão de equilíbrio orçamental e de redução de salários. Isto é completamente negativo [para Portugal] porque vai num sentido que não é o verdadeiro”, afirmou.

Entre outras conclusões, a cimeira de Bruxelas aprovou a introdução de limites máximos à dívida pública de cada país, bem como tetos às reformas antecipadas e o alinhamento do sistema de pensões com a à esperança de vida e medidas de flexibilização do mercado de trabalho.

“Os nossos problemas de competitividade não são estes”, frisou Ferreira do Amaral, que considerou que “o Conselho Europeu deu uma triste imagem de uma Europa inepta e totalmente subordinada às teses alemãs [empurrando] os países mais periféricos para uma situação insustentável dos pontos de vista económico, financeiro e de emprego”.

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4 comentários

  • Que pena.
    Silva Jesus | 30.03.2011 | 14.04Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • E o défice reduz-se com Fiats Uno para todos os governantes, mandar à vida todos os institutos boys que por lá andam a pastar, e apagando as luzes das auto-estradas e cidades durante a noite, e dizendo aos bancos que agora é a vez deles de mostrarem o que se interessam pela sociedade portuguesa, que os salvou, e que neste momento necessita de ser salva também.
    SALVE-SE A COISA | 29.03.2011 | 20.37Hdenunciar comentário
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  • ----TANTAS INTELIGÊNCIAS
    --- E TANTAS OPINIÕES !
    --- E TODOS SÒ TÊM SABIDO ROUBAR O POVO!
    --- QUE CAMBADA DE CABRÕES!
    filhos da puta | 29.03.2011 | 20.05Hver comentário denunciado
  • Nao foi este que comecou a sangria de Portugal com a lusoponte?
    BOA MEMORIA | 29.03.2011 | 19.29Hver comentário denunciado
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