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Greve/Transportes

Linha de Sintra muito afectada por paralisação de maquinistas da CP

01 | 04 | 2011   09.35H

A greve dos maquinistas da CP afetou hoje fortemente a circulação na linha de Sintra, com centenas de pessoas à espera de comboios na estação de Agualva-Cacém.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Os comboios que cumpriram serviços mínimos – apenas três em direção a Lisboa desde as 07:00 – chegaram a Agualva-Cacém completamente lotados, com os passageiros a mesmo assim a tentar entrar nas carruagens.

Ao chegar à estação esta manhã, os passageiros deparavam-se com a informação de que praticamente todos os comboios se encontravam suprimidos, e os que cumpriam os serviços mínimos estavam com largos minutos de atraso.

Por entre empurrões alguns dos passageiros conseguiram aceder ao comboio, mas dezenas deles iam ficando na estação, impedidos de chegar aos seus postos de trabalho em Lisboa, Amadora e Sintra.

“Parece que estamos na Índia, só falta virem em cima do comboio. Não consegui ir para Lisboa, estou na estação desde as 7:30 e mais uma vez estas greves condicionam a minha vida”, disse à Lusa Daniel Moreira, passageiro que se viu impedido de entrar numa das carruagens por já se encontrarem lotadas.

Alguns dos passageiros que não conseguiram entrar nos comboios contestaram a sucessão de greves que nos últimos tempos têm afetado a circulação na Linha de Sintra.

“Hoje os comboios pareciam sardinhas em lata. Estou aqui há duas horas e não consigo entrar num comboio para Lisboa porque os dois ou três que passaram desde as sete da manhã vinham cheios”, disse Luís Lopes, passageiro que deveria “estar no Rossio entre as 7:30 e as 8:00”.

Segundo este utilizador da CP, as greves dos trabalhadores ferroviários tem condicionado “as contas da família”, uma vez que, garante, por diversas vezes tem faltado ao trabalho por não conseguir encontrar alternativas à Linha de Sintra.

“Estas greves afetam-me no ordenado. O patrão diz que não tem culpa destas greves”, adiantou.

Já em direção a Sintra, não tinha dado entrada nenhum comboio na plataforma até cerca das 08:30 (o último tinha sido às 7:00).

Os únicos comboios que neste período foram entrando na plataforma tinham como destino Meleças, uma estação terminal intermédia da Linha de Sintra, para consternação das centenas de pessoas que nesta manhã não conseguiram deixar Agualva-Cacém.

“Estou a tentar ir para Sintra. Estou há mais de uma hora na estação e para já os serviços mínimos apenas têm garantido comboios para Meleças”, disse Alcina Bento, responsável de um refeitório de uma instituição em Sintra, que nos últimos tempos se habituou a atrasar os almoços de dezenas de idosos devido às greves de trabalhadores da CP.

A partir das 8:30 os comboios começaram a entrar na estação de Agualva-Cacém com maior regularidade, diminuindo o número de pessoas que se encontravam na plataforma ferroviária.

O presidente do Sindicatos dos Maquinistas, António Medeiros, disse hoje à Lusa que "todos os maquinistas aderiram à greve com exceção dos que estão a cumprir os serviços mínimos decretados pelo tribunal arbitral”.

A paralisação decorreu entre as 05:00 e as 08:00, em Lisboa e no Porto. À tarde, os comboios voltam a parar entre as 17:30 e as 20:30 no longo curso e regionais.

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