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Pintura

Manet, 'inventor da modernidade' em retrospectiva no Museu do Quai d’Orsay

04 | 04 | 2011   20.45H

Édouard Manet (1832-1883) é objecto de uma retrospectiva no Museu do Quai d’Orsay, em Paris, a partir de terça-feira e até 03 de julho, com mais de duzentas obras que pretendem resgatar “a situação histórica” do pintor francês.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Sob o título de “Manet, Inventor da Modernidade”, a exposição “pretende ser mais do que uma retrospectiva monográfica”, segundo o Museu do Quai d’Orsay, reunindo por isso trabalhos célebres do pintor mas também telas menos conhecidas, desenhos, gravuras e obras de contemporâneos.

A escolha põe em evidência um percurso que oscilou entre a herança do romantismo, o impacto dos contemporâneos (e o seu distanciamento calculado dos impressionistas) e o fluxo mediático da época, muitas vezes polémico e, numa fase tardia, implacável para com Manet.

A modernidade de Manet afirmou-se em desafio aos mestres antigos, de Fra Angelico a Diego Velázquez, e por isso os organizadores da exposição no Quai d’Orsay incluíram ambos no percurso pictórico apresentado nesta grande exposição.

Uma outra vertente da retrospetiva abre-se para as relações entre público e privado marcantes na carreira de Manet, desde a aprendizagem com Thomas Couture até ao impulso dado por Charles de Baudelaire, amigo muito próximo de Manet e de que dele dizia “ter muito talento, um talento que vai aguentar a prova do tempo”.

A exposição recorda também que, para lá de Tintoretto ou Van Dyck, de Angelico ou Velázquez, foram artistas de menor reputação que acompanharam e influenciaram Manet, como Legros, Carolus-Duran, Gervex ou Fantin-Latour.

A exposição no Museu do Quai d’Orsay reconstitui ainda a “Galeria da Vida Moderna”, organizada em março-abril de 1880 à margem do “Salon” e que questiona o significado do que Manet designava por “criar em República”.

A retrospetiva de Manet pode ser visitada de terça a domingo até 03 de julho.

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