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UGT e CGTP criticam decisão do Governo e "pressão" da banca

06 | 04 | 2011   22.03H

A UGT e a CGTP lamentaram hoje a decisão do Governo de pedir apoio financeiro internacional e consideraram que isso resultou da pressão exercida pela banca sobre o executivo socialista.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

O primeiro-ministro demissionário anunciou hoje que o Governo português fez um pedido de assistência financeira à Comissão Europeia para garantir as condições de financiamento do país, decisão que adiantou ter sido comunicada ao Presidente da República.

O secretário-geral da UGT, João Proença, lamentou a decisão do Governo e considerou "deplorável a pressão exercida pelo poder financeiro sobre o poder político".

O sindicalista considerou falso o argumento usado pela banca de que tem problemas porque tem que financiar o Estado quando "a banca é que tem usado o Estado para aumentar imenso os seus lucros".

Proença considerou que a decisão do Governo demissionário "traz graves prejuízos para a população portuguesas em geral e em particular para os mais desfavorecidos".

"Apelo, por isso, aos políticos para que não cedam às exigências do FMI", disse joão Proença à agência Lusa.

O secretário geral da CGTP também criticou a decisão governamental e a influência execida pela banca.

"Esta decisão mostra que quem manda no país são os grupos financeiros, que fazem as chantagens que entendem. Mas o Presidente da República, o Governo e os partidos do arco do poder submetem-se às determinações do poder financeiro e da agiotagem internacional", disse à agência Lusa Manuel Carvalho da Silva.

O sindicalista considerou que estão a ser tomadas medidas que têm "repercussões muito graves" na vida dos portugueses, sem quelquer tipo de debate prévio, "o que não pode acontecer em democracia".

Carvalho da Silva defendeu que se houver intervenção do FMI em Portugal, esta deve ser acompanhada de perto pela Organização Internacional do Trabalho.

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2 comentários

  • Não é teoria da conspiração nenhuma que o povo sofre apenas para uma minoria poder ter luxos desmuserados, ridiculos, que somente se vivessem mais de mil anos poderiam usufruir de todo o dinheiro que possuem. Mas a ganancia levo-os a querer mais e mais. E o equilibrio entre os que mais têm e os que pouco têm aumenta de dia para dia. E a verdade é que os politicos, economistas culpam a crise mundial, por eles provocadas. Mas a crise que existe é somente para a maioria da população, cujo dinheiro sai do seu bolso e parte para aqueles que a cada dia que passa mais ricos ficam. Os grandes empresarios, banqueiros, politicos ganham cada vez mais lucros e bonus. É esse o problema, não é uma crise economica, mas uma crise de valores. Eles nunca tiveram em crise, não estão em crise e nunca irão estar, a não ser se o povo os controlar...
    Contra os ladrões marchar marcha | 07.04.2011 | 00.07Hdenunciar comentário
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  • É acabar com as regalias dos politicos, com a sua imunidade parlamentar, com os lobbys, as suas ligações com as empresas privadas, os seus cargos em empresas, altos salarios, carros de luxo, grandes reformas, tornar publica as suas contas bancarias, etc, etc, O que vai acontecer depois? Muito que lá estão sairão por eles próprios, pois já não têm vantagens, pois estão lá apenas para enriquecer, e para lá irão pessoas honestas que realmente irão servir os interesses do povo e não deles mesmos e amigos.
    Contra os ladrões marchar marcha | 06.04.2011 | 22.52Hdenunciar comentário
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