PUBLICIDADE
Crime

Infortúnio de uns é "pechincha" de outros em leilão judicial

12 | 04 | 2011   20.32H

O infortúnio de alguns tornou-se hoje o bom negócio de outros, com vários quilos de ouro e prata, entre outros bens há anos à guarda dos tribunais, leiloados por ordem do Departamento de Investigação e Acção Penal.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Mais de cem lotes foram leiloados e arrematados na Direcção-Geral da Administração da Justiça, no Campus da Justiça, em Lisboa, com muitos dos licitantes do ramo da ourivesaria.

Ao longo de quase três horas, colares, pulseiras, pregadores, brincos, pérolas, anéis, alianças, relógios foram arrematados, por vezes por atacado - cem relógios de pulso por 210 euros -, outras vezes depois de competição feroz - um relógio Breitling vai por 500 euros, enquanto alguém na plateia murmura que "vale cinco mil".

Um ourives com prática deste tipo de leilões, que preferiu não se identificar, afirmou que "é sempre um jogo".

"Há quem não compre nem deixe comprar. Mas isto é sempre táctico, há algum respeito entre as pessoas que já se conhecem, deixa-se o outro comprar uma coisa porque ele também nos deixa comprar a próxima", afirmou.

Com vários lotes de ouro e prata, entre outros bens como relógios e até uma caixa com doze quilos de moedas, o ourives afirmou que conseguiu "ganhar o dia", frisando que os impostos cobrados em cima do preço pelo qual se arremata "limitam muito" as margens de lucro que se possam obter.

Apesar de os milhares de peças terem com certeza histórias por trás, quer tenham sido guardadas durante décadas, oferecidas, penhoradas ou roubadas, o destino de quase todas elas será o mesmo: "o ouro e a prata são para derreter, salvo uma ou outra peça mais antiga e em bom estado".

Sobre o preço da licitação, cada pessoa tem que pagar IVA a 23 por cento sobre os bens adquiridos, uma taxa de dez por cento para a leiloeira e ainda mais IVA sobre essa comissão.

Segundo fonte da Direcção-Geral da Administração da Justiça, em cujas instalações decorreu o leilão, o material posto à venda estava à guarda da Justiça "há vários anos".

"Foi um dos leilões com mais quantidade de sempre", afirmou.

Por vezes a licitação decorreu ao grama, com o ouro a atingir um máximo de 21 euros, outras vezes ao lote, com um conjunto de anéis de ouro com pedras, num total de 250 gramas, a ser vendido por 4.550 euros.

Longe do traquejo dos "profissionais", Deolinda Oliveira disse à Agência Lusa que esta foi a sua primeira experiência de leilões, para "apalpar terreno".

O que a motivou foi o negócio de antiguidades que tem "como passatempo", vendendo em feiras.

Hoje, comprou um conjunto de facas e colheres, que "vale a pena mesmo com o IVA" que ainda vai ter que pagar.

"O que é preciso aqui é estar atento e ter dinheiro no bolso", afirmou, acrescentando que "com o país em crise e tanta gente a ficar sem as coisas" é bem capaz de se tornar cliente habitual dos leilões.

Saiba mais sobre:

5 comentários

  • Boa "malha" . . . !
    Caro CA VAI DISTO . . . !
    É verdade . . . !
    Ando a ver . . . ! Se arranjo . . . !
    Outra "malguinha" . . . !
    alexandre barreira | 13.04.2011 | 12.20Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • A maioria das vezes o infortúnio é apenas o resultado de uma forma pouco sensata de estar na vida...como se por cá houvesse um ÉDEN... É evidente quem dá o passo maior que o Pé...arrisca-se a ter percalços do género...!E não tenham ILUSÕES... QUEM DO ALHEIO VESTE, NA PRAÇA O DESPE...
    4ª. 1945 | 13.04.2011 | 12.17Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Ó Barreira...!
    A sua malguinha...!
    Tem um buraquinho...!
    Assim...!
    Está a entornar o caldinho...!
    Ca Vai Disto | 13.04.2011 | 10.20Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • É verdade . . . !
    Caro JOÃO . . . !
    O mundo dá . . . !
    Muitas voltas . . . !
    E devemos é . . . !
    Segurar bem . . . !
    A "malguinha" . . . !
    alexandre barreira | 12.04.2011 | 21.09Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
  • Esta é mais uma vergonha pública.
    É o pisar dos mais fracos.
    Mas o que hoje pode ser a uns, amanhã pode ser a quem pensa que pisa.
    joao | 12.04.2011 | 20.53Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE