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Estoril Open

Gil no Estoril com recorde português

19 | 04 | 2011   11.14H

Melhor tenista português de sempre atingiu ontem o melhor resultado da sua carreira no 'ranking' ATP, 64.º, depois dos recordes em Monte Carlo.

João Tomé | jtome@destak.pt

Frederico Gil chega ao Estoril Open, que arranca no próximo sábado com as qualificações, na melhor fase da sua carreira. Aquele que é já o melhor tenista português de sempre fez um brilharete que espantou o mundo do ténis, a semana passada, no torneio de Monte Carlo, e ontem recebeu os louros: é agora o 64º do ranking ATP, o melhor registo de sempre de um português. O tenista luso subiu 18 posições na tabela. Outro português que estará no Estoril Open, Rui Machado, mantém-se no top 100 e é agora 95º do ranking mundial.

Gil amealhou 205 pontos para o ranking no torneio de Monte Carlo, no Mónaco. Foi lá que conseguiu presença inédita de um português nos quartos-de-final de um Masters 1000, depois de ter batido o francês Gael Monfils (10º da hierarquia mundial), para além do alemão Florian Mayer e o ucraniano Sergiy Stakhovsky (ambos tenistas do top 40). Nos quartos-de-final do torneio monegasco, foi batido pelo britânico Andy Murray, número quatro mundial, que disputou, e perdeu, a final com Rafael Nadal.

Uma carreira de surpresas

Frederico Gil tornou-se profissional em 2003 e passou vários anos em circuitos de futures e challengers. A sua estreia no ATP deu-se em Maio de 2006, exactamente no Estoril Open, graças a um wild card. Nesse ano atingiu os quartos-de-final, depois de ter surpreendido o 5º cabeça de série, Dmitry Tursunov, perdendo apenas para David Nalbandian, que ganhou o torneio.

Depois de boas prestações em alguns torneios, Gil voltou a surpreender em 2008, no Estoril Open, atingindo novamente os quartos-de-final, mas desta vez perdeu nessa etapa contra o número 1 mundial da altura, Roger Federer. Em 2009, Gil teve oportunidade de defrontar Rafael Nadal no torneio de Miami, o seu primeiro ATP Masters 1000, acabando derrotado por 7-5 e 6-3. O ano passado Gil tornou-se no 1º português a atingir a final do Estoril Open, perdendo frente a Albert Montañés, que tinha eliminado nas meias-finais Roger Federer.

Depois da festa, Nápoles

O português, que tem contactado com os seus mais de dez mil fãs através do Facebook, teve «pena» de não ter continuado a bater recordes frente a Andy Murray, mas «há que continuar», disse no seu 'mural'. Depois partiu para Nápoles, onde ontem assistiu ao jogo de futebol entre a equipa local e a Udinese, e hoje estreia-se no Tennis Napoli Cup, challenger em terra batida com um prize-money de 30 mil euros. Para a semana volta ao Estoril.

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Lagos destaca quadro em torneio a horas e 'à rasca'

João Lagos garante que a 22ª edição do Estoril Open em ténis reflecte a mesma situação «à rasca» do País, mas bate um recorde de 22 anos, com tudo a postos para o arranque na sexta-feira, quando se começa a disputar o qualifying.

«Está tudo a postos. Se calhar em termos de preparativos posso estar a bater um recorde dos 22 anos. Vou ter tudo pronto com antecedência», afirmou o director do torneio, que termina a 1 de Maio, em declarações à Lusa. O empresário admitiu que a etapa portuguesa enfrenta a situação financeira mais complicada da sua história. «Quanto maior é a crise e quanto mais à rasca, mais preocupados estamos em mostrar ânimo e coragem, para que sejamos um bom exemplo», disse.

O orçamento do torneio ronda os quatro milhões de euros, um dos mais baixos da sua história, reunidos graças ao apoio dos patrocinadores e fornecedores. Lagos elogiou ainda a qualidade dos jogadores do quadro masculino, com 450 mil euros em prémios, no qual se destacam o sueco Robin Soderling, o espanhol Fernando Verdasco, o argentino del Potro e o jovem canadiano Milos Raonic.

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Tsonga traz espectáculo para a estreia no Estoril

Jo-Wilfried Tsonga foi o primeiro tenista a receber um dos três convites de João Lagos para jogar o quadro principal masculino do Estoril Open.

O jogador francês, de 26 anos, é considerado um dos mais populares tenistas do circuito do ATP, graças ao seu estilo espectacular e atacante e ao carisma da sua personalidade.

O actual número 18 do ranking, que esteve dois anos consecutivos no top 10, agradeceu o wild card e disse estar «muito contente por jogar em Portugal pela primeira vez». Para João Lagos, Tsonga «é daqueles jogadores que consegue incendiar um estádio com um gesto».

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Foto: David Oliveira AFFP
Gil no Estoril com recorde português | © David Oliveira AFFP
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