Gil no Estoril com recorde português
Melhor tenista português de sempre atingiu ontem o melhor resultado da sua carreira no 'ranking' ATP, 64.º, depois dos recordes em Monte Carlo.
Frederico Gil chega ao Estoril Open, que arranca no próximo sábado com as qualificações, na melhor fase da sua carreira. Aquele que é já o melhor tenista português de sempre fez um brilharete que espantou o mundo do ténis, a semana passada, no torneio de Monte Carlo, e ontem recebeu os louros: é agora o 64º do ranking ATP, o melhor registo de sempre de um português. O tenista luso subiu 18 posições na tabela. Outro português que estará no Estoril Open, Rui Machado, mantém-se no top 100 e é agora 95º do ranking mundial.
Gil amealhou 205 pontos para o ranking no torneio de Monte Carlo, no Mónaco. Foi lá que conseguiu presença inédita de um português nos quartos-de-final de um Masters 1000, depois de ter batido o francês Gael Monfils (10º da hierarquia mundial), para além do alemão Florian Mayer e o ucraniano Sergiy Stakhovsky (ambos tenistas do top 40). Nos quartos-de-final do torneio monegasco, foi batido pelo britânico Andy Murray, número quatro mundial, que disputou, e perdeu, a final com Rafael Nadal.
Uma carreira de surpresas
Frederico Gil tornou-se profissional em 2003 e passou vários anos em circuitos de futures e challengers. A sua estreia no ATP deu-se em Maio de 2006, exactamente no Estoril Open, graças a um wild card. Nesse ano atingiu os quartos-de-final, depois de ter surpreendido o 5º cabeça de série, Dmitry Tursunov, perdendo apenas para David Nalbandian, que ganhou o torneio.
Depois de boas prestações em alguns torneios, Gil voltou a surpreender em 2008, no Estoril Open, atingindo novamente os quartos-de-final, mas desta vez perdeu nessa etapa contra o número 1 mundial da altura, Roger Federer. Em 2009, Gil teve oportunidade de defrontar Rafael Nadal no torneio de Miami, o seu primeiro ATP Masters 1000, acabando derrotado por 7-5 e 6-3. O ano passado Gil tornou-se no 1º português a atingir a final do Estoril Open, perdendo frente a Albert Montañés, que tinha eliminado nas meias-finais Roger Federer.
Depois da festa, Nápoles
O português, que tem contactado com os seus mais de dez mil fãs através do Facebook, teve «pena» de não ter continuado a bater recordes frente a Andy Murray, mas «há que continuar», disse no seu 'mural'. Depois partiu para Nápoles, onde ontem assistiu ao jogo de futebol entre a equipa local e a Udinese, e hoje estreia-se no Tennis Napoli Cup, challenger em terra batida com um prize-money de 30 mil euros. Para a semana volta ao Estoril.
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Lagos destaca quadro em torneio a horas e 'à rasca'
João Lagos garante que a 22ª edição do Estoril Open em ténis reflecte a mesma situação «à rasca» do País, mas bate um recorde de 22 anos, com tudo a postos para o arranque na sexta-feira, quando se começa a disputar o qualifying.
«Está tudo a postos. Se calhar em termos de preparativos posso estar a bater um recorde dos 22 anos. Vou ter tudo pronto com antecedência», afirmou o director do torneio, que termina a 1 de Maio, em declarações à Lusa. O empresário admitiu que a etapa portuguesa enfrenta a situação financeira mais complicada da sua história. «Quanto maior é a crise e quanto mais à rasca, mais preocupados estamos em mostrar ânimo e coragem, para que sejamos um bom exemplo», disse.
O orçamento do torneio ronda os quatro milhões de euros, um dos mais baixos da sua história, reunidos graças ao apoio dos patrocinadores e fornecedores. Lagos elogiou ainda a qualidade dos jogadores do quadro masculino, com 450 mil euros em prémios, no qual se destacam o sueco Robin Soderling, o espanhol Fernando Verdasco, o argentino del Potro e o jovem canadiano Milos Raonic.
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Tsonga traz espectáculo para a estreia no Estoril
Jo-Wilfried Tsonga foi o primeiro tenista a receber um dos três convites de João Lagos para jogar o quadro principal masculino do Estoril Open.
O jogador francês, de 26 anos, é considerado um dos mais populares tenistas do circuito do ATP, graças ao seu estilo espectacular e atacante e ao carisma da sua personalidade.
O actual número 18 do ranking, que esteve dois anos consecutivos no top 10, agradeceu o wild card e disse estar «muito contente por jogar em Portugal pela primeira vez». Para João Lagos, Tsonga «é daqueles jogadores que consegue incendiar um estádio com um gesto».






