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Porto

Paranhos e Campanhã opõem-se ao fecho de estações de correios

04 | 05 | 2011   17.49H

As juntas de freguesia de Paranhos e de Campanhã, no Porto, opõem-se ao plano dos CTT para encerrar as estações situadas nas ruas do Campo Lindo e de Pinto Bessa e alegam que tal irá prejudicar a população.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

Os CTT planeiam encerrar mais quatro estações na cidade: Antas, em Campanhã, Malmerendas, em Santo Ildefonso (Rua Alves da Veiga), Augusto Luso, em Cedofeita, e Palácio da Justiça, em Miragaia/Vitória.

Na última assembleia municipal foi aprovada, com a abstenção do PSD e CDS/PP, uma moção da CDU recomendando que a Câmara “use toda a sua influência junto da administração dos CTT” para evitar que as seis estações venham a ser fechadas.

Paranhos afirma “perceber as razões económicas” que os CTT invocam.

“Mas não podemos deixar ao lado das populações”, pois o Campo Lindo “é uma zona muito habitada, das mais habitadas da freguesia, e sem essa estação os moradores ficariam desprotegidos”.

Alberto Machado defende que, “a não manter-se aquele posto, pelo menos que seja a junta de freguesia a prestar esse serviço nas suas instalações”, tal como acontece, aliás, em Azevedo, Campanhã, e noutros pontos do país.

Paranhos declara-se “disponível para suportar o ónus desse serviço, minimizando assim os estragos”.

Em Campanhã, a junta não contesta o fecho do posto das Antas, na avenida Fernão Magalhães, alegando haver uma boa alternativa a 200 metros, na Loja do Cidadão.

“Foi-nos dito que esse (Loja do Cidadão) não era para fechar”, afirma o presidente da junta de Campanhã, Fernando Amaral.

Caso diferente é o da estação de Pinto Bessa, na rua homónima, cujo fecho tem a oposição “veemente” de Fernando Amaral, porque “ali há um grande núcleo populacional e perto não há nenhum outro posto”.

No Palácio da Justiça há um posto que os CTT também pretendem fechar. Geograficamente, situa-se em Miragaia, mas faz fronteira com a Vitória e o presidente de junta desta freguesia, Fernando Oliveira, afirma que “não é relevante a saída dali daquela loja”, até porque “há muitos ‘payshops’ e as pessoas recorrem cada vez mais a eles” para pagar as contas de gás, água ou eletricidade.

“Não faz sentido haver duplicação de serviços”, argumenta Fernando Oliveira, referindo que “há vários marcos de correio”.

Outra estação que está em risco é da Rua de Augusto Luso, em Cedofeita, situação que o presidente de junta encara com “preocupação” porque serve “uma zona onde a população é mais envelhecida e tem necessidade de se deslocar a posto dos CTT”.

Sérgio Martins mostra-se recetivo a instalar o posto na sede da junta, que dista cerca de 50 metros, “por forma a que o serviço se mantenha na zona, pois qualquer outro fica demasiado longe” para uma comunidade com muitos idosos.

O eleito afirma ainda haver “conversações com os CTT, que estão a correr no bom sentido”, e confia que será encontrada uma boa solução.

A empresa planeia fechar ainda a loja de Malmerendas, na Rua de Alves da Veiga, em Santo Ildefonso, mas neste caso a junta não se mostra muito preocupada com isso, porque “não tem condições”.

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