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Japão/Nuclear

Radioactividade 130 vezes acima do normal na central de Fukushima

09 | 05 | 2011   10.36H

A Tokyo Electric Power (Tepco) detetou níveis de radioatividade 130 vezes acima do normal no solo da central nuclear de Fukushima, no nordeste do Japão, informou a cadeia de televisão NHK.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

A Tepco, que gere a central nuclear de Fukushima, informou que detetou 570 bequeréis de estrôncio-90, um elemento radioativo que pode provocar cancro e tende a depositar-se nos ossos depois de ser inalado, por quilo de terra em amostras recolhidas em três áreas diferentes das instalações da aquela central nuclear.

As amostras de terra foram recolhidas a 18 de abril a 500 metros dos reatores 1 e 2, cujos sistemas de refrigeração foram gravemente afetados pelo sismo e tsunami de 11 de março.

Em março já tinha sido detetado estrôncio na terra e nas fábricas localizadas a mais de 30 quilómetros da central nuclear de Fukushima-Daiichi.

Segundo o diretor do Centro de Análises Químicas do Japão, Yoshihiro Ikeuchi, existe risco, mas reduzido, de se inalar estrôncio naquela região caso a substância seja transportada pelo vento.

Ikeuchi acrescentou que os níveis atuais de estrôncio não representam perigo para os técnicos da central desde que estes usem máscaras, mas alertou para a necessidade de se medir e monitorizar a qualidade do ar.

Os trabalhadores da Tepco entraram hoje no edifício do reator 1 da central nuclear de Fukushima (nordeste de Japão) para restaurar os sistemas de refrigeração, gravemente danificados pelo terramoto e tsunami de 11 de março, que causou mais de 25.000 vítimas entre mortos e desaparecidos.

O Japão não conseguiu ainda controlar a situação em Fukushima.

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