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Eleições

Sócrates diz que Passos Coelho não gosta que as propostas do PSD sejam discutidas

25 | 05 | 2011   20.31H

O secretário-geral do PS afirmou hoje compreender que presidente do PSD não goste que se discutam as suas propostas “radicais” para o país, contrapondo que os socialistas se assumem como uma força da responsabilidade e da moderação.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

A posição de José Sócrates foi assumida após contactos com a população do concelho de Lagoa, Açores, em que teve ao seu lado o presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, e do cabeça de lista do PS nesta região, Ricardo Rodrigues.

José Sócrates foi confrontado pelos jornalistas com as acusações de Pedro Passos Coelho de que o PS está a fazer uma campanha de “medo” e “desonesta”.

O líder socialista recusou e respondeu: “Calculo que Passos Coelho não goste que se fale no programa do PSD e nas suas propostas, mas acho as suas propostas de um radicalismo e de um aventureirismo ideológico como nunca vi a direita propor em Portugal”.

José Sócrates deu depois como exemplo o programa de privatizações do PSD.

“Nós não precisamos de privatizar a Caixa Geral de Depósitos, porque isso é uma aventura que pode pôr em causa a solidez e a segurança do nosso sistema financeiro. Essa ideia insere-se num preconceito contra o Estado, segundo o qual tudo o que o Estado faz deve ser combatido”, disse, antes de acusar o líder do PSD de pretender também colocar em causa o Serviço Nacional de Saúde.

José Sócrates defendeu em seguida que, após as eleições, o dever dos líderes políticos é estarem disponíveis para criar plataformas de entendimento”.

“O mais importante é que se entenda que o que temos pela frente é tão exigente que imporá a todos os partidos uma disponibilidade para dialogar. O PS apresenta-se nesta campanha como uma força da responsabilidade, da segurança e da moderação”, sustentou.

Interrogado como poderá o PS entender-se com outros partidos depois das eleições, em virtude da forma crispada como está a decorrer esta campanha, Sócrates referiu que “a crítica é um elemento fundamental do espírito e a democracia é servida pela crítica”.

“O facto de criticar as propostas dos outros não significa que esteja indisponível para criar um ambiente de compromisso. As propostas dos outros são legítimas, o que é ilegítimo é que essas propostas se escondam”, disse, numa indirecta ao PSD.

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1 comentário

  • Este Sócrates pensa ser diferente do Coelho, mas qual é a diferença. Dois cromos de pensamento igual, dois cromos mentirosos, dois cromos com coragem de empurrarem os pobres para uma pobreza mais profunda. Uma só diferença a cor e um é laranja outro é rosa.
    joaquim antónio rodrigues | 25.05.2011 | 22.03Hdenunciar comentário
    Tem a certeza que pretende denunciar este comentário? sim não
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