Líder do PSD provou agora que sempre desejou uma aliança com o FMI - Sócrates
O secretário-geral socialista condenou hoje o líder do PSD por dizer que a “troika” deseja uma mudança de Governo, considerando que desrespeita o povo soberano e é sintomática da vontade de ter o FMI em Portugal.
José Sócrates falava no início de uma ação de rua da campanha do PS em Torres Novas, comentando a afirmação feita na véspera por Pedro Passos Coelho, segundo a qual a troika (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu), “no fundo”, conta com uma mudança de Governo em Portugal.
“O líder do PSD lembrou-se de sugerir que a ‘troika’ votaria no seu partido, pois esta é a altura de lembrar ao líder do PSD que quem escolhe os governos em Portugal é o povo – e o povo ainda não falou. Mas este deslize do líder do PSD ao sugerir que a troika gostaria que o PSD ganhasse as eleições vem confirmar tudo”, declarou o secretário-geral do PS.
Para José Sócrates, confirma-se aquilo que Pedro Passos Coelho “já tinha dito no sentido de que estaria pronto a governar com o FMI, que desejava uma aliança com o FMI e que sempre teve a intenção de levar Portugal a pedir ajuda externa”.
“Eu lutei sempre contra a ajuda externa, porque acho que Portugal deveria resolver por si próprio os seus problemas, mas o facto de o líder do PSD ter dito que a ‘troika’ estaria mais próxima do PSD, com vontade que o PSD ganhasse as eleições, isso demonstra que [Pedro Passos Coelho] sempre desejou a ajuda externa”, afirmou Sócrates.
Na mesma declaração à imprensa, o secretário-geral do PS referiu que Portugal negociou um acordo de assistência financeira com a troika internacional.
“O nosso dever é cumprir esse acordo, mas não ir mais além, porque não é legítimo nem razoável pedir mais sacrifícios, ir mais além nas medidas de austeridade apenas para cumprir uma agenda ideológica. Espero que o PSD se lembre que o acordo foi negociado pelo Governo português com a ‘troika’ para defender o nosso país e não para suportar uma ideologia radical e aventureira que só prejudicaria o nosso país”, acrescentou o secretário-geral do PS.





6 comentários
Esse é que é o grande problema que o mundo global enfrenta e não é Sócrates, nem Cavaco, nem Passos Coelho, a Sra Merkel ou Obama que os vão resolver
Esse é um problema a ser resolvido a nível mundial, terá que haver uma cimeira a esse nível para discutir o problema do desemprego, sob pena de se transformar num flagelo mundial, que acarretará convulsões de consequências imprevisíveis.