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Consumo

Banco central fixa taxas juro máximas para 3.º trimestre

08 | 06 | 2011   21.02H

O Banco de Portugal divulgou hoje as taxas máximas que os bancos podem cobrar aos seus clientes, ao abrigo dos vários tipos de contratos de crédito que serão celebrados no terceiro trimestre, que variam pouco face ao segundo trimestre.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

As taxas máximas aplicáveis aos contratos de crédito ao consumo no terceiro trimestre podem ir até aos 19,7 por cento no crédito pessoal e 34,1 por cento nos cartões de crédito, linhas de crédito e contas correntes bancárias, que comparam com os 19,1 por cento e os 34,3 por cento em vigor no segundo trimestre.

Nos créditos pessoais com destino a educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos, os juros que podem ser cobrados nos contratos celebrados no terceiro trimestre têm como máximo 6,2 por cento (contra os 6,1 por cento entre Abril e Junho), anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).

Em relação ao crédito automóvel, as taxas máximas (TAEG) fixadas pelo BdP, para o terceiro trimestre de 2011, mantêm-se nos oito por cento para aquisição de veículos novos com locação financeiro ou ALD e 9,4 por cento para usados com locação financeira ou ALD.

Nos créditos automóveis com reserva de propriedade, as taxas máximas a cobrar pelos bancos e outras instituições financeiras sobem para 11,8 por cento para aquisição de automóveis novos e 15,7 por cento para usados.

O regulador estabeleceu ainda que poderá ser cobrado um máximo de 34,1 por cento em juros no caso dos cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto, que compara com um limite de 34,3 por cento no segundo trimestre.

O Banco de Portugal passou a estabelecer no final do ano passado as taxas de juro máximas aplicáveis aos contratos de crédito ao consumo.

A nova norma para taxas de juro no crédito ao consumo, que pretende combater eventuais práticas de usura, considera “usurário o contrato de crédito cuja TAEG [encargo total para o cliente] exceda em um terço a TAEG média praticada no mercado pelas instituições de crédito ou sociedades financeiras no trimestre anterior”.

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