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Euro/Crise

Articulação económica é uma questão de sobrevivência da União Europeia - Oliveira Martins

20 | 06 | 2011   20.38H

O presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d'Oliveira Martins, defendeu hoje a necessidade de um governo económico na União Europeia (UE), considerando que a articulação das políticas económicas é "uma questão de sobrevivência para a UE".

Destak/Lusa | destak@destak.pt

"Não podemos deixar que caia em saco roto a proposta de um governo económico na UE", disse Oliveira Martins na sessão de encerramento de um colóquio internacional sobre "A Gestão Financeira Pública e a Crise".

Tentanto fazer uma síntese do que tinha sido debatido no encontro internacional, promovido pelo Tribunal de Contas, Oliveira Martins referiu a falta de coordenação política e a falta de governo económico na UE, apesar da existência de uma união monetária.

"Faz falta uma maior articulação económica, é uma questão de sobrevivência para a UE", afirmou.

O anfitrião do colóquio salientou ainda, pegando nas palavras de um dos convidados franceses (Michel Bouvier), que as finanças públicas e a sua história têm um efeito decisivo nas grandes mudanças da sociedade.

Bouvier, professor universitário na Sorbonne e director da revista francesa de finanças públicas defendeu, no encerramento do encontro, que os países da UE estão num sistema solidário e, como tal, "é preciso aplicar a solidariedade".

O Director Geral dos Impostos, José António de Azevedo Pereira, participou na parte conclusiva do colóquio e considerou que a história mostra que o défice é uma má solução para a crise, apesar das opiniões divergentes relativamente a esta matéria.

Azevedo Pereira defendeu ainda que a gestão da dívida tem de ser feita com "enorme rapidez e transparência".

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